Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

Marítimo-Porto. Lopetegui tem razões para chorar

  • 333

Varela foi titular mas acabou por sair no início da 2ª parte

Duarte Sá/Lusa

No primeiro jogo sem Alex Sandro, o FC Porto foi à Madeira empatar (1-1) sem brilho

A saída que todos os portistas já esperavam foi oficializada na sexta-feira: Alex Sandro na Juventus, por €26 milhões. Boa venda? Em termos económicos, sim. O pior é o resto. Porque o Porto não ganha nada há duas épocas e em 2015/16 também faltam Fabiano, Danilo, Óliver, Casemiro, Jackson e Quaresma.

Apesar de haver (alguns) substitutos à altura, é muita gente com qualidade a sair. Mas Lopetegui não se quer queixar. “É certo que saíram vários titulares da época passada, mas não vou colocar-me a chorar. Vou trabalhar para que o FC Porto seja uma equipa tremendamente competitiva e possa ganhar todos os títulos. Cabe-me arranjar soluções”.

O problema é que as soluções que Lopetegui tem atualmente parecem curtas. Especialmente na Madeira, um campo tradicionalmente difícil para os portistas, que não venceram nos Barreiros nas últimas três épocas. Tal como hoje.

Lopetegui fez apenas duas alterações em relação ao onze que jogou contra o Vitória de Guimarães: Brahimi - o melhor portista em campo - entrou para o lugar de Tello e Cissokho para o lugar de Alex Sandro - por razões óbvias. E foi precisamente por Cissokho que as coisas começaram a correr mal para o Porto, logo aos cinco minutos. O lateral esquerdo falha o timing correto de um cabeceamento, após um cruzamento de Xavier vindo do corredor contrário, e Edgar Costa aproveita para cabecear sozinho para a baliza, batendo Iker Casillas (sem culpa no lance) pela primeira vez na Liga portuguesa.

O Porto foi sempre mais dominador, mas demonstrou pouca criatividade à frente e nervosismo atrás - um atraso desastrado de Herrera para Casillas ia dando asneira. Mas os portistas conseguiram empatar aos 35': Aboubakar descola da linha defensiva do Marítimo e recebe em apoio frontal, a bola chega a Brahimi no corredor esquerdo e o argelino cruza para o golo de Herrera.

Foi um dos poucos lances em que Herrera, que já tinha estado pouco feliz contra o Vitória de Guimarães, se mostrou em bom nível, pelo que o mexicano acabou por ser substituído por André André no início da 2ª parte, tal como Varela, por Tello. E foi precisamente por Tello e André André que passou uma das maiores oportunidades para o 2-1, quando o filho do outro André cruzou para Aboubakar, na área, rematar contra Salin. Um minuto depois, Aboubakar saiu para dar lugar a Osvaldo, mas o avançado com ar de estrela de rock raramente apareceu no jogo.

Quem apareceu, no último instante, dentro da área, foi Maxi, mandando uma bola à trave após um excelente cruzamento de Brahimi. Conclusão: exibição pouco inspirada do Porto, que deixa a impressão de ser urgente contratar um '10' que dê criatividade a um meio campo bem protegido por Danilo, mas sem ideias para mais (nem individualmente, nem coletivamente). Lopetegui pode não querer chorar, mas lá que tem razões para isso, tem.