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Mundial de ralis. Sébastien Ogier à beira do terceiro título

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Thomas Frey/EPA

Com cinco vitórias em oito ralis disputados, o piloto francês está a 26 pontos do tri consecutivo. A VW procura também a primeira vitória em casa, já que desde que existe como equipa oficial nunca triunfou no Rali de Alemanha que começa esta sexta-feira

O francês Sébastien Ogier (VW Polo R WRC) pode sair da Alemanha com o terceiro título consecutivo de campeão mundial de ralis, bastando-lhe para isso contabilizar mais 23 pontos do que o seu colega de equipa, o finlandês Jari-Matti Latvala.

Dominador do Mundial, como o atestam as cinco vitórias em oito provas já realizadas, o francês têm tudo a seu favor para resolver, desde já, a questão do título, mas terá de contar com a forte oposição de Latvala, apostado em adiar, pelo menos, por mais uma prova, a decisão do ceptro.

Face ao domínio que a VW tem exercido no campeonato deste ano - ainda só perdeu um rali (Argentina) - não parece crível que alguém ouse contestar a superioridade da marca alemã e por isso todo o interesse reside em saber até que ponto o piloto finlandês, mais vulnerável em termos emocionais, consegue suportar a pressão e adiar o que é inevitável, o terceiro título consecutivo de Sébastien Ogier.

À partida, o terceiro homem da VW, o norueguês Andreas Mikklesen, que continua à procura da primeira vitória, deverá ser o mais sério candidato ao derradeiro lugar do pódio, onde já esteve por cinco vezes, uma como 2.º e quatro como 3.º, com a marca de Wolfsburg a estar, também ela, cada vez mais próxima de revalidar o título de marcas.

Não deixa de ser curioso o facto da VW ainda não ter conseguido ganhar o Rali da Alemanha, onde “joga em casa”, o que faz com que seja a única prova que falta no palmarés da marca desde a sua estreia no campeonato.

Da concorrência, cabe à Hyundai, que no ano passado, por intermédio do belga Thierry Neuville, alcançou a sua primeira vitória mundial, o papel de principal “out sider”, com o belga apostado em repetir o feito. Parece difícil de poder acontecer, a menos que as circunstâncias da prova voltem a jogar a favor da marca sul-coreana.

De assinalar que o australiano Hayden Paddon, que tem sido o terceiro homem da marca, vai ser promovido à equipa oficial, no lugar do espanhol Dani Sordo, no Rali da Austrália, com o objectivo da Hyundai beneficiar do seu superior conhecimento do terreno e aumentar as suas possibilidades de terminar o campeonato no 2.º lugar, posição que discute com a Citroen.

O inglês Kris Meeke e o norueguês Mads Ostberg são os pilotos da marca do “double chevron”, que ainda não decidiu o seu futuro no WRC, o qual poderá estar dependente dos resultados alcançados até ao final da temporada. Por sua vez a Ford continua a confiar os seus Fiesta RS WRC ao inglês Eflyn Evans e ao estónio Ott Tanak, cujas aspirações estão limitadas pela menor competitividade dos carros.

Emotiva promete ser a luta no WRC2, com o qatari Nasser Al-Attiyah a trocar o Ford Fiesta RRC pelo mais recente Skoda Fabia R5, com o objectivo de discutir com o finlandês Esapekka Lappi (Skoda Fabia R5) o título mundial. Os dois pilotos entram para a prova alemã separados por três pontos, com vantagem do finlandês, que chega a Trier moralizado pelas vitórias alcançadas nas duas últimas provas (Polónia e Finlândia).

O Rali da Alemanha decidir-se-á em 19 especiais, nove em cada um dos dois primeiros dias e quatro no último, que representam 374,43 km, mais 48,41 km do que na edição anterior, num total de 1 397,50 km.

Classificação do Mundial, antes da prova alemã:

1.º, Sébastien Ogier, 182 pontos;

2.º, Jari-Matti Latvala, 93;

3.º, Mads Ostberg, 84;

4.º, Andreas Mikkelsen, 83;

5.º, Thierry Neuville, 70;

6.º, Kris Meeke, 55;

7.º, Elfyn Evans, 53;

8.º, Ott Tanak, 52;

9.º, Hayden Paddon, 44;

10.º, Dani Sordo, 39.