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Imagens baças, espelho partido e o champanhe anti-Slimani. A Supertaça vista pelos jornais

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Fomos ver o que a imprensa cá de dentro e lá de fora escreveu sobre o jogo que todos queriam ver e é num jornal argelino que descobrimos uma história que quase ninguém contou. Mas primeiro abrimos com os jornais lusos

O “Record” fala de um leão “devorador”, salientando que “Jesus bate o ‘seu’ bicampeão” e que “um leão esclarecido abate águia sem rumo”. As declarações de Jorge Jesus (J. J.) no final do jogo também merecem atenção: “Foram buscar-me para recuperar o clube” e “o Benfica teve medo do Sporting”. Do lado oposto, o jornal realça a resposta de Rui Vitória às provocações de J. J. (“Jesus? Falo quando quero. O treinador do Sporting fica a falar sozinho. Não quero responder”) e destaca também o arrufo final entre Jorge Jesus e Jonas.

“A Bola” fala das “garras de leão”, que mostrou “alegria” na hora de jogar e “euforia” na de festejar. Escreve-se ainda que os jogadores do Benfica não tiveram capacidade para ultrapassar um “Sporting dominador”, orientados por um J. J. que “chegou e venceu”. Quanto ao golo que decidiu a contenda, fala-se de um lance concluído de “forma acidental”.

O desportivo nortenho realça a superioridade leonina, afirmando que "equipa de Jesus foi mais forte em tudo". A manchete usada resume a ideia: “limpinho”. E refere-se ter sido um jogo “intenso e emotivo”, que podia ter tido mais golos caso “o golo mal anulado a Gutiérrez e um penálti por marcar sobre Gaitan” tivessem sido assinalados.

Passemos aos generalistas. O “Diário de Notícias” destaca o promissor início da era Jorge Jesus. “Sporting foi bem melhor, Benfica ainda não saiu das boxes“, numa espécie de alusão à “longa corrida” da época iniciada este domingo.

O “Público” afirma que J. J. “partiu o espelho em mil bocados”, realçando que a vitória do Sporting é “uma prova de competência” do treinador, “o homem da noite”. E olhando para o opositor, escreve-se que o “Benfica já não era um espelho do seu ex-treinador, apenas uma imagem baça”.

Olhos agora para os jornais estrangeiros.

“Globo”. O jornal brasileiro escreve que no “reencontro com o Judas, Benfica perde a Supercopa para o Sporting”, realçando que Carrillo foi o herói numa noite em que Teo Gutiérrez também marcou (apesar do golo ter sido mal anulado).

“Sport”. O desportivo espanhol destaca que Jorge Jesus “tira o primeiro título ao Benfica”, sublinhando que esta edição da Supertaça tinha o aliciante extra de ver o antigo treinador encarnado como líder do rival.

“Dzfoot”. Este jornal argelino destaca a conquista alcançada por um compatriota e escreve que “Slimani ganha a Supertaça contra o Benfica”. A publicação desportiva aborda ainda um episódio que terá passado despercebido a muitos muitos (em Portugal apenas o Record parece ter dado conta desse momento), nomeadamente o ligeiro desentendimento entre o avançado argelino e Boeck, no final do jogo, quando o guardião suplente lhe borrifou champanhe para cima durante os festejos (recorde-se que Slimani é muçulmano e a religião proíbe-o de consumir álcool).