Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

Rali Vinho da Madeira. Bruno Magalhães alcançou o quarto triunfo na prova

  • 333

Bruno Magalhães (Peugeot 298 T16 R5), Miguel Nunes (Ford Fiesta R5) e José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5) partilharam o pódio do Rali Vinho Madeira, com carros de três marcas diferentes, e todos eles cumpriram o objectivo com que tinha iniciado a prova.

Bruno Magalhães alcançou o quarto triunfo na prova (2011, 2012, 2014 e 2015) e juntou-se a Américo Nunes (1966, 1989, 1970 e 1977), Andrea Aghini (1992, 1994, 1998 e 2002) e Giandomenico Basso (2006, 2007, 2009 e 2013) no lote dos tetra vencedores da prova madeirense.

No final, o piloto confessava que “esta é a vitória mais difícil das quatro que já alcancei, porque cheguei a pensar que era impossível vencer, depois do que tinha acontecido na fase inicial da prova, mas conseguimos inverter a situação e estou muito contente”.

Miguel Nunes, que fez a primeira prova do ano, não acusou o facto de fazer a estreia ao volante de um R5 e, para além de ter passado pelo comando, assegurou o sempre honroso título de “melhor madeirense”, “porque cometemos um erro hoje de manhã e depois não havia maneira de acompanhar o ritmo do Bruno, que tem outros hábitos, desportivos”.

Finalmente, José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5), que nunca escondeu que o seu objetivo era sair da Madeira no comando do Campeonato Nacional, acaba por fazê-lo com 26 pontos de vantagem sobre Ricardo Moura (Ford Fiesta R5), um avanço bem superior ao que seria expectável, como consequência da violenta saída de estrada do piloto açoriano, na penúltima especial, quando faltam duas provas (Mortágua e Casinos do Algarve), em terra, para terminar o campeonato.

O facto de os três primeiros partirem separados por 5,2 s. deixava antever uma luta cerrada, mas a emoção só durou as duas primeiras especiais do dia.

É que Bruno Magalhães entrou ao “ataque” e em duas classificativas chegou ao primeiro lugar, posição que manteve até o final, com Miguel Nunes a acusar o facto de não ter o mesmo à vontade, ao volante, do piloto da Peugeot, que faz o “Europeu”, e José Pedro Fontes a preocupar-se com a ascensão ao comando do campeonato.

De assinalar a recuperação feita por Alexandre Camacho (Citroen DS3 R5) que, depois de ter perdido o comando da prova, em consequência de um furo e de ter caído para sétimo, recuperou, no segundo dia, até ao quarto lugar, tendo sido o mais rápido no conjunto das oito derradeiras especiais, o que faz levantar a dúvida sobre se Bruno Magalhães teria ganho, sem a infelicidade do piloto madeirense.

Classificação final:

1.º Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Peugeot 208 T16 R5), 2.13.08,9;

2.º Miguel Nunes/João Paulo (Citroen DS3 R5), a 5,4 s.;

3.º José Pedro Fontes/Miguel Ramalho (Citroen DS3 R5), a 12,5 s.;

4.º Alexandre Camacho/Pedro Calado (Citroen DS3 R5), a 53,7 s.;

5.º Robert Consani/Maxime Vilmot (Citroen DS3 R5), a 1.45,6;

6.º João Barros/Jorge Henriques (Ford Fiesta R5), a 1.52,8;

7.º Elias Barros/Ricardo Faria (Ford Fiesta R5), a 7.34,6;

8.º Luís Serrado/Vítor Calado (Porsche 997 GT3 Cup), a 7.49,8;

9.º Filipe Pires/Vasco Mendonça (Mitsubishi Lancer X), a 8.14,7;

10.º Duarte Ramos/Luís Ramos (Mitsubishi Lancer IX), a 10.03,8

Classificação, oficiosa, do Campeonato Nacional, depois da prova madeirense:

1.º José Pedro Fontes, 144 pontos;

2.º Ricardo Moura, 118;

3.º João Barros, 99;

4.º Adruzilo Lopes, 61;

5.º Carlos Martins, 43,5;

6.º Pedro Meireles, 43;

7.º Elias Barros, 29;

8.º Joaquim Alves, 24;

9.º Paulo Neto, 23;

10.º Marco Cid, 22.

Próxima prova – Rali de Mortágua, a 18 e 19 de Setembro, organizado pelo Clube Automóvel do Centro.