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5,8 s. (!) separam os três primeiros

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Bruno Magalhães foi o segundo mais rápido na super especial do Rali Vinho da Madeira

Tudo aponta para que o duelo seja travado entre Miguel Nunes e Bruno Magalhães

Emoção ao rubro nas sinuosas estradas da Madeira, com Miguel Nunes (Ford Fiesta R5), José Pedro Fontes (Citroen DS3 R5) e Bruno Magalhães (Peugeot 298 T16 R5) a partirem, este sábado, para as derradeiras oito especiais (87,52 km) separados por 5,8 segundos.

Tudo se precipitou na segunda parte do dia, depois de uma primeira parte dominada pelo madeirense Alexandre Camacho (Citroen DS3 R5) que foi traído por um furo, que na primeira passagem pela especial de Cidade de Santana, que o relegou de primeiro para sétimo, a mais de um minuto do comandante.

Alexandre Camacho começou por tirar partido do facto de “jogar em casa” para dominar a primeira parte da etapa, ao vencer as quatro primeiras classificativas do dia o que lhe permitiu ganhar 13,4 s. de avanço sobre José Pedro Fontes.

De manhã, quando a caravana arrancou para a estrada, a classificativa de abertura, Chão da Lagoa, estava molhada e colocava sérios problemas na escolha de pneus, pois era de crer que o asfalto estivesse húmido, e o piloto madeirense, profundo conhecedor da situação, escolheu os pneus certos e embalou para o comando, dando a sensação que, apesar de estar a guiar o DS3 pela primeira vez, a vitória poderia ser dele, já que ninguém conseguia acompanhar o seu ritmo.

Atrasado pelo furo, Alexandre Camacho terá cedido do ponto de vista psicológico, e embora tenha recuperado até ao quinto lugar, perdeu o “elan” mostrado, quando estava na frente.

Como consequência do furo, José Pedro Fontes ascendeu ao comando, mas Miguel Nunes (Ford Fiesta R5), tal como Alexandre Camacho a guiar pela primeira vez um R5, que passou a representar a esperança dos madeirenses em verem regressar ao lugar mais alto do pódio de um piloto local, o que não sucede desde 2004, quando Vítor Sá venceu a prova lançou-se ao “assalto” ao primeiro lugar e na penúltima especial chegou ao comando, que defendeu na derradeira classificativa, embora tivesse visto Bruno Magalhães, mais rápido nas três especiais nocturnas, aproximar-se.

Na fase inicial, Bruno Magalhães, que quer juntar-se a Américo Nunes, Andrea Aghini e Giandomenico Basso no lote dos tetra vencedores da prova, atrasou-se em consequência de uma má escolha de pneus e de problemas de motor, mas, depois da passagem pelo parque de assistência, lançou-se na recuperação e está em óptima posição para conseguir o seu objectivo.

Para amanhã, tudo aponta para que o duelo seja travado entre Miguel Nunes e Bruno Magalhães, porque José Pedro Fontes, com o pensamento na recuperação do primeiro lugar do Campeonato Nacional, irá adoptar uma toada mais “defensiva”, para assegurar o máximo de pontos, já que os pilotos do Ford e do Peugeot não lhe “roubam” pontos.

Classificação geral, no final da 1.ª etapa:

1.º Miguel Nunes/João Paulo (Citroen DS3 R5), 1.16.14,8

2.º José Pedro Fontes/Miguel Ramalho (Citroen DS3 R5), a 4,2 s.

3.º Bruno Magalhães/Hugo Magalhães (Peugeot 208 T16 R5), a 5,8 s.

4.º João Barros/Jorge Henriques (Ford Fiesta R5), a 48,2 s.

5.º Alexandre Camacho/Pedro Calado (Citroen DS3 R5), a 1.08.4

6.º Ricardo Moura/António Costa (Ford Fiesta R5), a 1.18,2

7.º Robert Consani/Maxime Vilmot (Citroen DS3 R5), a 1.27,1

8.º Elias Barros/Ricardo Faria (Ford Fiesta R5), a 4.47,8

9.º Carlos Martins/Daniel Amaral (Skoda Fabia S2000), a 5.21,7

10.º Luís Serrado/Vítor Calado (Porsche 997 GT3 Cup), a 5.10,5