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Rali da Finlândia: quem desempata?

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O bicampeão Sébastien Ogier lidera o Mundial de ralis e é o principal favorito à vitória na Filândia

Massimo Bettiol / Getty Images

O tradicional domínio dos pilotos suecos e finlandeses já pertence ao passado e nos últimos anos registaram-se quatro vitórias de pilotos europeus e outras tantas de nórdicos. Quem vai ganhar este ano?

O Rali da Finlândia, durante muitos anos denominado Rali dos 1000 Lagos, foi um feudo dos pilotos locais que venceram 52 das 64 edições realizadas, com destaque para Hannu Mikkola e Marcus Gronholm, que contabilizam sete vitórias cada.

Essa superioridade era consequência de estarem muito à vontade nas rapidíssimas especiais finlandesas, onde os “voos” são uma constante e as “armadilhas” acontecem a cada momento, pelo que conhecer o terreno que se pisa assume enorme importância para a obtenção de um bom resultado.

Mas, aos pouco, os pilotos latinos aprenderam a superar as “ratoeiras” que encontravam pelo caminho e, nos últimos oito anos, verifica-se uma igualdade de triunfos entre finlandeses e franceses, com Marcus Gronholm (2007), Mikko Hirvonen (2009) e Jari-Matti Latvala (2010 e 2014) a venceram em casa, e com Sébastien Loeb (2008, 2011 e 2012) e Sébastien Ogier (2013) a estabelecerem a igualdade, com a particularidade dos pilotos locais terem perdido três provas seguidas, o que constitui uma novidade.

À partida, Sébastien Ogier, com cinco vitórias em sete provas, e Jari-Matti Latvala, que este ano só ganhou em Portugal e quer repetir o triunfo do ano passado, partem como favoritos e deverão decidir o desempate franco-finlandês.

Face à superioridade que os VW Polo têm exercido ao longo da temporada, não parece crível que alguém possa entrar na luta pelo primeiro lugar. Apenas o norueguês Andreas Mikkelsen, que utiliza um carro igual ao dos dois favoritos, poderá constituir-se como um provável causador de uma surpresa.

É que os pilotos da Citroën (o inglês Kris Meeke e o norueguês Mads Ostberg), da Ford (o inglês Elfyn Evans e o estónio Ott Tanak) e da Hyundai (o belga Thierry Neuville e o espanhol Dani Sordo) não parecem dispor de argumentos bastantes para contrariar a superioridade dos “VW boys”

A jogar em casa, Jari-Matti Latvala vai tentar repetir a vitória obtida no ano passado

A jogar em casa, Jari-Matti Latvala vai tentar repetir a vitória obtida no ano passado

JANEK SKARZYNSKI / AFP / Getty Images

Contudo, num traçado repleto de “armadilhas” e onde a má aterragem depois de um salto tem, por norma, consequências graves, fica a expectativa de ver se alguém consegue colocar em causa o favoritismo de Latvala e Ogier, com o finlandês a ter a vantagem de jogar em casa.

Refira-se, entretanto, que a Citroën está a tentar convencer Sébastien Loeb a deixar o WTCC (Campeonato do Mundo de Carros de Turismo) e regressar aos ralis, por considerar que essa poderá ser a única forma de contrariar a superioridade avassaladora que a marca de Wolfsburg tem tido nos últimos anos, desde que Loeb deixou o Mundial de Ralis em 2012, depois de nove títulos consecutivos.

Por outro lado, correm rumores de que Loeb poderá juntar-se-a a Mikko Hirvonen, Petter Solberg e Carlos Sainz na próxima edição do Dakar, todos eles ao volante dos Peugeot, que tiveram uma má estreia na edição 2015 da mais importante prova do todo-o-terreno mundial.

Este ano, a prova finlandesa decidir-se-á em 20 especiais, sendo de assinalar o regresso da mítica classificativa de Ounipohja (34,39 km), a correr, em dupla passagem, na sexta-feira, que é a mais longa do rali e que Ogier considera ser “uma das melhores especiais do campeonato”. De assinalar ainda o facto do programa de domingo se reduzir a uma dupla passagem pelo troço de Myhinpaa (14,13 km), a segunda das quais a funcionar como “power stage”.