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Platini avança para a FIFA. “Temos que agarrar o destino com as nossas próprias mãos”

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Esta foto pode vir a retratar dois presidentes da FIFA

MARCUS BRANDT/ LUSA

Confirmou-se esta quarta-feira o que há muito se previa. Presidente da UEFA está na corrida à sucessão de Joseph Blatter

Michel Platini está oficialmente na corrida à presidência da FIFA. O atual presidente da UEFA apresentou a sua candidatura através de uma carta enviada aos 209 membros da FIFA e tornada pública esta quarta-feira.

“Foi uma decisão muito pessoal que precisou de muita reflexão”, refere o antigo futebolista internacional francês, reforçando que é preciso voltar a pôr os “interesses do futebol” em primeiro lugar, e devolver à FIFA a “dignidade que ela merece”.

“Existem momentos em que temos que agarrar o destino com as nossas próprias mãos. Eu cheguei a um desses momentos decisivos”, lê-se na missiva do novo candidato à presidência do organismo que tutela o futebol mundial.

Michel Platini parte para esta corrida numa posição favorável. O francês de 60 anos, recebeu até agora o apoio de quatro confederações mundiais, como o Expresso já noticiou, faltando apenas o apoio de Oceânia (OFC) e África (CAF).

Os apoios de Michel Platini traduzem-se em 144 votos, que em princípio serão suficientes para substituir o presidente demissionário Joseph Blatter, nas eleições convocadas para 26 de fevereiro de 2016 na sede da FIFA em Zurique, Suíça.

Platini é até à data o único candidato credível a avançar para corrida. Outros antigos craques do futebol mundial, o argentino Diego Maradona e o brasileiro Zico expressaram ambos a intenção de concorrer, mas até agora não apresentaram nenhuma proposta concreta. Os interessados têm até 26 de outubro de 2015 para apresentar as suas candidaturas.

Se Michel Platini conseguir o cargo,terá de abandonar o comando da UEFA, levando a conferderação europeia a eleições antecipadas.

Uma instituição à beira do colapso

Os últimos meses não têm sido fáceis para o órgão máximo do futebol. O escândalo que envolveu vários altos dirigentes da FIFA levou ao apelo de várias confederações para uma reforma profunda do sistema.

Joseph Blatter tem sido um dos maiores alvos de críticas e responsabilizado por alguns dos casos mais controversos que envolvem a instituição: a escolha do Qatar para o Mundial de 2022, o financiamento de um “filme-vaidade” sobre a fundação do organismo, e inúmeras acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

A verdade é que Blatter tem recusado até à data todas as provocações e acusações, não estando de momento sob nenhuma investigação policial. O jornal britânico "The Guardian" considera que isto só acontece por ser “uma tática de Blatter empurrar as acusações para as pessoas que estão fora ou de saída do mundo do futebol.

Em maio, altura em que as investigações judiciais por parte dos Estados Unidos aos mais altos dirigentes da FIFA começaram, Blatter acusou os EUA de estarem coligados com a UEFA e Platini para derrubar a FIFA.