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Proença vs Duque: às 18h30 haverá KO

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A POSTOS Pedro Proença e Luís Duque: um destes dois porá a mão no futebol profissional

FOTOS NUNO BOTELHO E LUSA

Pedro Proença quer suceder a Duque, Duque quer suceder a si próprio. O primeiro é apoiado por FC Porto e Sporting, o segundo por Benfica. A Liga Portuguesa de Futebol Profissional escolhe o seu presidente

Já terminou a votação para Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). A assembleia geral arrancou por volta das 14h30 e prolongou-se até às 17h30, na sede da Liga, no Porto. Os resultados deverão ser conhecidos pelas 18h30.

Na corrida estão dois candidatos: Luís Duque, o atual presidente da Liga, e Pedro Proença, o antigo árbitro internacional. Duque conta com o apoio de Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, enquanto Bruno de Carvalho e Pinto da Costa estão com Proença.

Antes do início das eleições, os clubes da segunda Liga reuniram-se para avaliarem as duas propostas e decidirem o voto. Os 18 clubes da primeira liga têm direito a dois votos, enquanto os 24 clubes da segunda Liga terão direito a um voto.

Proença versus Duque

Tendo por fiéis aliados o Benfica e Sporting de Braga, Luís Duque formalizou a sua candidatura à presidência da Liga na quinta-feira, dia, 23, data limite. Ao contrário de Pedro Proença, concorre a todos os órgãos da Liga, embora os regulamentos não o exijam. Para o presidente em exercício, a candidatura do ex-árbitro internacional vem atrasada nove meses, avançando que o organismo é atualmente "uma entidade credível e estabilizada financeiramente".

O ex-dirigente dos leões, renegado por Bruno de Carvalho, uniu durante a época finda a maioria dos clubes, contratualizou a NOS para patrocinar a I Liga e os CTT para a Taça da Liga, mas pelo menos para o FC Porto, que culpa a arbitragem pela perda do campeonato, o atual presidente da Liga ficou aquém das expectativas na tarefa de moralizar.

No mesmo dia em que Luís Duque entregava no Porto a sua candidatura, Pedro Proença apresentava, em Coimbra, as bases da sua candidatura.

No Hotel da Quinta das Lágrimas, perante as câmaras de televisão, de fato cinza e gravata às riscas pretas e brancas, talvez para homenagear as cores cidade da Briosa, que não beliscam qualquer dos grandes, Pedro Proença optou por oficializar a corrida à Liga carregando na tecla de uma candidatura independente.

Sem nunca aludir ao rival Luís Duque, referiu que não se candidata contra ninguém, que não quer olhar para trás, nem seguir uma estratégia de terra queimada. Como principal trunfo adianta o seu currículo na arbitragem, equidistante dos clubes, a sua independência e ainda a sua carreira profissional longe dos relvados.