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Ciclistas a mais na Volta a Portugal? A diplomacia resolve

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STEVEN GOVERNO / Lusa

Um artigo da União Ciclista Internacional (UCI) impedia que a prova tivesse mais do que oito ciclistas por formação - as equipas da Volta têm nove corredores cada - mas a diplomacia venceu. Há sempre volta a dar à Volta. Joaquim Gomes explica como e porquê

A história começa com um artigo, o 2.2.003 da União Ciclista Internacional (UCI), que foi revisto em junho e que diz que todas as competições de estrada fora das grandes Voltas (Tour, Giro e Vuelta) só se podem realizar com um máximo de oito corredores por equipa. Ora, as formações que começam a disputar esta quarta-feira a 77ª Volta a Portugal têm nove ciclistas cada, um a mais do que o permitido. Isso implica o quê? Nada. Ou melhor, quase nada, porque após reuniões entre os colégios de comissários e os representantes das equipas da Volta, chegou-se à conclusão de que a mesma iria para a estrada.

"Soubemos desse artigo na sexta-feira à tarde e ontem [segunda-feira] expusemos o caso à UCI. Não fazia sentido não haver Volta por causa disto e nunca a prova esteve em risco", diz ao Expresso Joaquim Gomes, o organizador. "Dissemos-lhes que as equipas em Portugal estão formadas, formatadas e orçamentadas para ter nove equipas." Há sempre volta a dar à Volta.

A Volta a Portugal arranca com um prólogo em Viseu e termina em Lisboa (9 de agosto) e conhece os seus pontos altos (literalmente) a 2 de agosto (Srª da Graça, 4ª etapa) e a 6 de agosto (Torre, 7.ªa etapa).