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F1. Hamilton dá o primeiro passo para a vitória

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No domingo, o piloto britânico vai partir na frente do GP da Hungria

Num traçado onde as ultrapassagens são difíceis, mesmo com recurso ao DRS, a conquista da “pole position” é meio caminho andado para a vitória, com o inglês Lewis Hamilton (Mercedes) a dar o primeiro passo para poder, amanhã, vencer a prova magiar.

Foi a nona “pole position”, em 10 qualificações, do inglês, que pela quinta vez vai sair da primeira posição da grelha no traçado húngaro, com Lewis Hamilton a considerar que “num traçado como este largar da ‘pole’ é importante, mas nada está ganho, já que a corrida vai ser muito dura, por causa do calor”.

Sem surpresa, o alemão Nico Rosberg, seu colega de equipa, assegurou a segunda posição, a 0,575 s., como consequência do tempo perdido na fase final da volta, depois de ter feito jogo igual na primeira parte, numa confirmação da superioridade da marca da estrela, que, até agora, contabiliza 10 “poles” e oito vitórias.

Nico Rosberg admitiu que “fui inconstante, sem que tenha uma explicação para o facto, mas, amanhã, espero poder mudar a situação”.

Como tem sucedido na maior parte das vezes ao longo do ano, coube ao alemão Sebastian Vettel (Ferrari), o único que ousou derrotar a Mercedes, assumir o papel de principal opositor dos Mercedes boys, mas desta vez com escassos 0,035 s. de vantagem sobre o australiano Daniel Ricciardo (Red Bull/Renault), que, pela primeira vez, esteve perto de bater o seu adversário, com o alemão a reconhecer que “hoje foi um bom dia, porque estamos mais perto dos Mercedes, mas temos de trabalhar muito para, amanhã, defender o terceiro lugar”.

E se na frente nada muda, lá atrás também não, com os pilotos da McLaren/Honda a serem a desilusão da temporada, como consequência dos sucessivos problemas técnicos que os propulsores japoneses têm apresentado.

É por isso que a FIA decidiu permitir que a Honda utilize, sem penalização, um sexto motor, por considerar que os novos construtores devem poder utilizar mais um motor que os usados por aqueles que têm presença mais prolongada na F1.

Contudo, não parece que tal autorização possa permitir ao espanhol Fernando Alonso e ao inglês Jenson Button conseguirem regressar às primeiras posições.

Desta feita, Jenson Button (McLaren/Honda) foi eliminado logo na Q1, em consequência de problemas com o ERS, e o espanhol Fernando Alonso, apesar de ter conseguir passar à Q2, na derradeira volta, quedou-se por aí, sem ter completado uma única volta, com problemas elétricos que o levaram a ficar parado à entrada da via das boxes, o que levou à interrupção da sessão, razão pela qual acabou por partilhar a oitava linha da grelha com o seu colega de equipa.

Grelha de partida (oficiosa)
1.ª linha: Lewis Hamilton (Mercedes W06/Mercedes), 1.22,020; Nico Rosberg (Mercedes W06/Mercedes), 1.22,595;

2.ª linha: Sebastian Vettel (Ferrari SF15-T/Ferrari), 1.22,739; Daniel Ricciardo (Red Bull RB11/Renault), 1.22,774;

3.ª linha: Kimi Raikkonen (Ferrari SF15-T/Ferrari), 1.23,020; Valtteri Bottas (Williams FW37/Mercedes), 1.23,222;

4.ª linha: Daniil Kvyat (Red Bull RB11/Renault), 1.23,332; Felipe Massa (Williams FW37/Mercedes), 1.23,537;

5.ª linha: Max Verstappen (Toro Rosso STR10/Renault), 1.23,679; Romain Grosjean (Lotus E23/Mercedes), 1.24,181;

6.ª linha: Nico Hulkenberg (Force Índia VJM08/Mercedes), 1.23,826; Carlos Sainz (Toro Rosso STR10/Renault), 1.23,869;

7.ª linha: Sérgio Perez (Force Índia VJM07/Mercedes), 1.24,461; Pastor Maldonado (Lotus E23/Mercedes), 1.24,609;

8.ª linha: Fernando Alonso (McLaren MP4-30/Honda), sem tempo; Jenson Button (McLaren MP4-30/Honda), 1.24,739;

9.ª linha: Marcus Ericsson (Sauber C34/Ferrari), 1.24,843; Felipe Nasr (Sauber C34/Ferrari), 1.24,997;

10.ª linha: Roberto Merhi (Marussia MR04/Ferrari), 1.27,416; Will Stevens (Marussia MR04/Ferrari), 1.27,949