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Alemanha e França tentaram influenciar escolha dos Mundiais, diz Blatter

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FOTO ANDREAS SOLARO/AFP/Getty Images

O presidente demissionário da FIFA acusa os antigos Presidentes Nicolas Sarkozy e Christian Wulff de exercerem "pressões políticas", influenciado a escolha do local onde irão ocorrer os Mundiais de 2018 e 2022, atribuídos à Rússia e ao Qatar, respetivamente

Joseph Blatter afirmou ao jornal alemão "Welt am Sonntag" que existiram "pressões políticas" da Alemanha e da França, com o intuito de influenciar a escolha do local para os Mundiais de Futebol de 2018 e 2022, que irão ocorrer na Rússia e no Qatar, respetivamente.  

"[Nicolas] Sarkozy e [Christian] Wulff tentaram influenciar os representantes dos seus países", garantiu ao jornal alemão, referindo-se aos ex-Presidentes francês e alemão. "É por esse motivo que vamos ter agora o Mundial no Qatar. Aqueles que decidiram devem assumir responsabilidade pelos seus atos". 

Blatter sugere assim que a Federação Alemã de Futebol recebeu uma indicação por parte de Wulff para votar no Qatar, devido "a interesses económicos". No entanto, em livro, o ex-presidente da Federação nega ter sido influenciado por isso.  

O presidente demissionário da FIFA descarta qualquer responsabilidade neste processo de influências, realçando que apenas agiu em conformidade com as decisões que foram tomadas pelos responsáveis dos países. "Eu atuei apenas como líder. Se a maioria do comité executivo quer que o Mundial seja no Qatar, então terei que aceitar isso". 

Recorde-se que Blatter pôs o lugar à disposição poucos dias depois de ter sido reeleito para um quinto mandato à frente da FIFA, na sequência do caso de corrupção investigado pelas autoridades norte-americanas, que levou à detenção de vários dirigentes e ex-dirigentes daquele organismo. Neste contexto, o presidente da FIFA irá provocar novas eleições entre dezembro e março de 2016, convocando um congresso extrordinário para o efeito.