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Um rali diferente dos outros está de volta à Guarda. E com ele a alegria e boa disposição

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Se há imagem que reflete o melhor espírito do Rali da Guarda é esta, recolhida numas das anteriores edições da prova organizada pelo Clube Escape Livre

Clube Escape Livre

O interregno durou nove anos mas acaba já este fim de semana. Rali Banco BIC Guarda 2015 está de regresso e a edição de relançamento promete animação q.b.

Nove anos passados sobre uma longa espera, o Rali Banco BIC Guarda 2015 regressa este fim de semana às estradas, numa edição ao mesmo tempo nostálgica e virada para o futuro.

Com organização do Clube Escape Livre, a prova reúne 60 equipas que há muito ambicionavam voltar à cidade celebrizada pelos seus cinco efes (forte, farta, fria – mas não por estes dias… -, fiel e formosa), dispostas a recordar os bons velhos tempos de um rali em que o cronómetro quase não entra e as ‘classificativas’ mais importantes se disputam à mesa, na piscina ou outros momentos de convívio.

Já se percebeu que este rali nada tem a ver com os demais, apesar de constar do calendário oficial federativo. Poderá não apresentar entre os participantes nomes tão mediáticos como o do bicampeão mundial Sébastien Ogier ou o do seu colega de equipa Jari-Matti Latvala, vencedor da mais recente edição do Rali de Portugal. Em contrapartida, na lista de inscritos não faltam antigos e atuais pilotos: Francisco Santos; Adruzilo Lopes – ex-campeão nacional de ralis; António Pinto dos Santos – que nos anos 90 chamou a atenção em vários ralis do Campeonato do Mundo, ao volante de um… Renault 4L; Miguel Campos – outro antigo campeão nacional de ralis e melhor piloto nacional na mais recente edição do Rali de Portugal; ou Francisco Carvalho – um homem da casa e quase crónico vencedor da prova de perícia final).

 

No Rali da Guarda o cronómetro quase não entra e as ‘classificativas’ mais importantes disputam-se à mesa, na piscina ou outros momentos de animado convívio

No Rali da Guarda o cronómetro quase não entra e as ‘classificativas’ mais importantes disputam-se à mesa, na piscina ou outros momentos de animado convívio

Estas e outras figuras de peso de vários sectores da área automóvel, entre dirigentes, jornalistas e relações públicas das marcas, regressam assim à Guarda, procurando recuperar o espírito do rali idealizado por Luís Celíneo e que entre 1988 e 2006 ajudou a projetar a cidade mais alta de Portugal e as suas gentes hospitaleiras.

Com experiência acumulada na matéria, o Clube Escape Livre limita-se na edição de 2015 a manter o ‘adn’ da prova de concentração turística aberta a todo o tipo de viaturas. O que quer dizer que haverá muito tempo para ações de convívio e lazer (talvez a sua verdadeira imagem de marca), o tradicional percurso de estrada que ajuda a promover a beleza paisagística e histórica da região e realçar o melhor da gastronomia local, e a prova final de maneabilidade que acaba por ditar a classificação final, embora seja utilizada por muitos dos participantes para as inevitáveis travessuras que ajudam a manter a boa disposição geral.

Neste ano do regresso e depois da longa paragem, nota final para o facto de a lista de inscritos registar várias equipas de “2ª geração”, cujos intervenientes, agora já adultos e com carta de condução, na vintena de anos das primeiras edições sempre acompanharam os progenitores e foram absorvendo o sentido e espírito do Rali da Guarda.