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Sporting estuda processos contra ex-gestores depois da auditoria

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De saída do clube, Godinho Lopes deixa o Sporting ainda mais endividado do que quando entrou

Manuel de Almeida/Lusa

Auditoria à gestão do Sporting abre espaço a processos cíveis a antigos gestores. Decisão ainda não está tomada

O relatório de auditoria à gestão do Sporting, que foi revelado pelo semanário Expresso este sábado, vai ser apresentado aos sócios do clube este domingo. Só então se saberá qual é intenção, ou mesmo decisão, de Bruno de Carvalho sobre eventuais processos judiciais contra ex-gestores. Segundo fontes do Expresso, pode haver campo aberto para processos cíveis por causa de deliberações sobre negócios imobiliários que não passaram pela Assembleia Geral nem foram acompanhados de parecer prévio do Conselho Fiscal.

Pode ser o caso do negócio da Silcoge, que passou pela venda de património não desportivo, onde se inclui o Alvaláxia, o Holmes Place ou o edifício administrativo. A auditoria defende a invalidade da operação, devido à “deliberação da Assembleia Geral que fixou o âmbito e conteúdo da delegação de poderes no Conselho Leonino para autorizar o negócio e a deliberação deste órgão que autorizou o negócio”. Ou seja, a Assembleia Geral terá delegado poderes no Conselho Leonino, que por sua vez deu "carta branca" ao Conselho Diretivo. O facto de o negócio ter sido feito sem a aprovação dos sócios em Assembleia Geral pode ser base da sua nulidade.  

Estão em causa duas questões: a decisão da AG previa a recompra obrigatória da fração Alvaláxia e o negócio apenas incluiu um direito de preferência (opção de compra) e estava estimado um encaixe de 50 milhões de euros que não se verificou. A deliberação do Conselho Leonino, de 16 de novembro de 2006, é questionada ainda por não ter havido um parecer prévio do Conselho Fiscal e Disciplinar.

Para tomar esta decisão, a direção de Bruno de Carvalho terá de levar em consideração uma decisão desta semana do Tribunal da Comarca de Lisboa,  que se declarou incompetente para julgar Godinho Lopes, Luís Duque, Nobre Guedes e Carlos Freitas numa das três ações judiciais que o Sporting interpôs contra aqueles ex-dirigentes.