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Como expulsar o craque Cavani? Nada como recorrer a um velho truque do futebol

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Diz-se que é uma cena muito frequente nos campos de futebol, no meio da confusão de duelos entre defesas e avançados. Mas a estrela uruguaia Cavani não resistiu e deixou-se cair na esparrela

Cumprida a fase de grupos, a Copa América de futebol, que nesta edição decorre no Chile, entrou na noite desta quarta-feira nos jogos a eliminar. E logo com um confronto que acabaria por valer a passagem às meias-finais ao país anfitrião no duelo diante do Uruguai, que apesar de reduzido a nove elementos (por expulsões de Cavani e Fucile), soube aguentar-se e quase levar a partida para prolongamento.

O jogo acabou em polémica, sobretudo depois de imagens televisivas terem esclarecido o episódio que levou à primeira expulsão, envolvendo Cavani - pareceu estranho que o atacante uruguaio tivesse inesperadamente agredido o defesa contrário Jara com uma espécie de estalada na cara, atitude que não passou despercebida ao árbitro, que exibiu um segundo amarelo e o expulsou. 

O avançado que alinha também pelo Paris Saint-Germain bem protestou, acusando o adversário de o ter provocado, mas o árbitro não foi na conversa. 

Só mais tarde se percebeu a razão da polémica: num gesto que segundo vários registos nada tem de inédito, o defesa chileno aproximou-se de Cavani e enfiou-lhe um dedo (ou pelo menos tentou…) no ânus, numa atitude claramente provocatória. Recebido o estalo, o defesa pôs as mãos na cara e iniciou o ‘teatro’ comum nestas cenas.

Mas se o jogo já acabou, Cavani foi para férias e Jara e os colegas chilenos aguardam pelo jogo desta noite, Bolívia-Peru, que definirá o próximo adversário do Chile na competição, o episódio de ontem ainda vai ter desenvolvimentos. 

Acontece que a comissão disciplinar do torneio decidiu abrir um processo de inquérito e, ao que tudo indica, Jara não vai ficar a rir-se por muito tempo, sendo quase certo que não escapará a uma suspensão severa e eventual afastamento do torneio.

IVAN ALVARADO / Reuters