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Apagões da história

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Stalin tinha por hábito mandar "apagar" os comissários caídos em desgraça.

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Na Luz, os apagões fazem parte do histórico, sejam eles literais ou figurados. E hoje entrou mais um para a lista. Não sabemos se a luz faltou na loja do Benfica, mas alguém "apagou" Jorge Jesus. Conheça mais alguns casos pelo mundo fora

Em bom rigor, o treinador bicampeão não foi apagado, mas retirado do pódio da equipa, na loja. Jesus foi retirado e deixou um buraco. Mas o buraco é mais simbólico que outra coisa, porque o lugar no museu Cosme Damião e na história do Benfica já está mais do que assegurado. 

Os benfiquistas ferrenhos não esquecerão tão cedo aquele que ajudou a escrever o número 34. Mas os restantes portugueses que visitem a loja daqui a (muitos) dias, quando a espuma dos dias se dissipar, talvez questionem a ausência do treinador. 

Outros apagões históricos

A mesma questão que poderíamos colocar ao olhar de forma mais distraída para algumas imagens da História (sim, hoje não parece, mas o mundo não se restringe à 2ª Circular...) 

Apagar amigos que viraram inimigos das fotografias também era uma prática apreciada para lá dos Urais. Na Rússia, Joseph Stalin tinha por hábito mandar "apagar" os comissários caídos em desgraça.  

E não era uma prática que se limitava às equipas políticas. O cosmonauta russo Grigoriy Nelyubov também foi apagado da foto de grupo da equipa de cientistas e pilotos, liderada por Yuri Gagarin, o primeiro homem no espaço. 

E mais adiante, na China, Mao Tsé-Tung também era adepto de apagões: mandou remover Po Ku, dirigente do Partido Comunista.   

Poderíamos dar outros exemplos mais, mas hoje a maré é vermelha e verde.