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A revolução Jesus nos jornais

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A passagem de Jorge Jesus para Alvalade - conhecida ainda na quarta-feira - é a grande notícia do dia, já se vê. Jornais desportivos falam em"mudança histórica"

"Leão caça Jesus", titula "O Jogo" em manchete , com a notícia que faz o pleno nos jornais desportivos e generalistas desta quinta-feira: a mudança de Jorge Jesus para o clube de Alvalade.

Entre os pormenores da contratação e as opiniões sobre o que ela representa, o ex-treinador benfiquista - como seria de esperar - é o protagonista do dia e de uma "mudança histórica que enche de orgulho todos os sportinguistas", como pode ler-se no editorial de "A Bola".

Sobre o "Dia alucinante em Alvalade e na Luz", diz "O Record" que "os investidores foram determinantes e Ricciardi desbloqueou garantias bancárias". Tudo para garantir as necessárias condições financeiras para a realização do contrato, que o mesmo jornal diz prever 3,2 milhões de euros anuais (tal como o Expresso noticiou na quarta-feira à noite, embora "A Bola" fale em €2,9 milhões), mas que podem chegar aos €6 milhões/ano considerando prémios por cumprimento de objetivos.

Também n'"O Jogo", Carlos Machado recorda que "em 86 anos de competição organizada" o novo treinador do Sporting é o segundo a atravessar a Segunda Circular. Arthur John, com um "fabuloso contrato de 16 contos" foi o anterior, enquanto, recorda, em 2000 a mudança de Mourinho foi impedida "por rebelião popular".

Para o jornalista, "a contratação de Jesus é uma dupla arma de arremesso para Bruno de Carvalho, pois atinge o ríval e legitima a saída de um Marco Silva estimado por elevada franja de sportinguistas".

Na mesma linha, o editorial de "A Bola" refere que Jorge Jesus "vem a calhar", pois "nenhum adepto será capaz de pôr em causa" a escolha.

Já Bagão Félix, escreve no mesmo diário desportivo que a saída de Jesus é um "retrocesso" para o Benfica: "Não vejo treinador à altura do almejado tricampeonato".

Numa crónica escrita antes de ser conhecida a transferência (ressalva "A Bola"), Santos Neves também analisa o caso Jesus e o já comentado afastamento entre o treinador e Luis Filipe Vieira. "Birra? Será isso o que, de repente e tão surpreendentemente os separa?"

Santos Neves diz acreditar em razões "mais profundas" e não numa "rotura por uma questão financeira", concluindo que "ambos muito arriscam". Sobretudo Luís Filipe Vieira, porque se falhar continuidade de êxitos arrisca ser responsabilizado por "grande parte dos adeptos", acrescenta.