Siga-nos

Perfil

Expresso

Desporto

Nem Blatter, nem Al-Hussein. Vem aí a segunda volta

  • 333

STEFFEN SCHMIDT / EPA

 Joseph Blatter fica a escassos sete votos de uma vitória à primeira volta. 

Nem Joseph Blatter, nem Ali bin Al-Hussein. Vem aí uma segunda-volta na corrida à presidência da Federação Internacional de Futebol. Na primeira, nenhum dos candidatos, os atuais presidente e vice-presidente, respetivamente, conseguiram, como os estatutos impõe, dois terços dos votos. O princípe jordado Al-Hussein, de 39 anos, obriga Blatter, o suíço de 79 anos que dirige os destinos da Federação Internacional de Futebol desde 1998, a disputar, pela primeira vez, uma segunda volta.

Blatter recolheu 133 votos contra 73 para Al-Hussein, não tendo sido reeleito à primeira volta por apenas sete votos. 

Esta quarta-feira nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, foram acusados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de associação criminosa e corrupção ao longo dos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trindade e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 11 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, e Chuck Blazer, antigo homem forte do futebol dos Estados Unidos, ex-membro do Comité Executivo da FIFA e alegado informador da procuradoria norte-americana, que já esteve suspenso por fraude. 

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin esta quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.