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Putin tem uma tese: os EUA estão a conspirar contra Blatter

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SERGEI ILNITSKY / EPA

Presidente russo analisa o escândalo FIFA, as detenções e a postura de Blatter. E não resiste a provocar os EUA.

O escândalo em torno da detenção dos membros da FIFA acusados de corrupção nada tem que ver com a Rússia. É o próprio presidente Putin que o garante, citado pela agência de notícias russa TASS. 

"Não sei. Nós não temos nada que ver com isso", declarou Putin esta quinta-feira, em resposta à pergunta dos jornalistas se o escândalo iria influenciar a realização do mundial 2018 em território russo. 

Para Putin, a detenção de sete membros da FIFA na manhã de quarta-feira é " mais uma tentativa óbvia [dos EUA] alargarem a sua jurisdição a outros países".  

"Mesmo que os detidos tivessem violado alguma regra, os Estados Unidos de certeza que não teriam nada que ver com isso. Estes membros [da FIFA] não são cidadãos norte-americanos e, supondo que algo tivesse acontecido, de certeza que não foi no território dos EUA Logo, eles não têm nada que ver com isso."

As detenções dos membros da FIFA foram uma tentativa de manchar a reputação de Joseph Blatter - atual presidente -, para que este não fosse reeleito para o cargo esta sexta-feira, defende Putin.  

O facto de tudo ter acontecido tão próximo das eleições - disputadas entre Blatter e Ali bin Al-Hussein -, significa que os Estados Unidos "utilizam estes métodos para alcançar os seus objetivos egoístas e, de forma ilegal, perseguem as pessoas". 

Para Putin, Blatter é um homem que sempre soube separar a política do desporto: "A sua posição assenta em princípios individuais. [Para Blatter], o desporto deveria refletir positivamente a política e servir de caminho para diálogos de paz e procura de outras soluções internacionais".