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Esta é a única notícia positiva da FIFA que irá ler esta semana

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O FIFA 16, um dos videojogos mais populares do mundo, tem uma novidade relevante. Vamos explicá-la.

Não se pode dizer que a reputação da FIFA ande nos píncaros, mas a imagem associada ao videojogo com o nome do organismo que tutela o futebol mundial ficou muito melhor esta quinta-feira, pelo menos para quem preza a igualdade.

A produtora EA Sports anunciou que o novo FIFA 16, que deverá ser lançado depois do verão, terá doze seleções femininas (Portugal não é uma delas), algo que nunca tinha acontecido na longa série de edições do videojogo disponível para Playstation, Xbox e Wii.

A novidade, que contou com a reação extasiada de diversas jogadoras no Twitter (o tema foi dos assuntos mais comentados na rede social a nível mundial), surge uma semana antes do Mundial feminino, que começa a 6 de junho, no Canadá (transmissão Eurosport).

As norte-americanas Alex Morgan, Sydney Leroux e Abby Wambach foram algumas das jogadoras que ajudaram a produtora a reconstruir de forma fiel os movimentos das jogadoras, através de sensores de movimento e tecnologia de reconhecimento facial. 

"Já tínhamos a ideia há alguns anos, mas tínhamos de garantir que o jogo funcionaria de forma correta, por isso tivemos de implementar um novo sistema para replicar o corpo feminino", explicou o produtor David Rutter, citado pelo "The Guardian". "A nossa equipa também passou o último ano a ver jogos de futebol feminino, para recolher detalhes e opiniões sobre as jogadoras e dar-lhes a pontuação apropriada."

Rutter congratou a EA Sports pela inovação (que os rivais do jogo Pro Evolution Soccer ainda não têm) e confessou o alívio por não ter de ouvir mais queixas das... filhas. "A minha filha mais nova, de oito anos, gosta muito de jogar futebol e eu ouvia muitas bocas na escola por não incluir raparigas no jogo. Finalmente poder dizer que já as temos é uma mudança refrescante." Pelo menos esta FIFA não é assim tão má.