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Príncipe, supostamente descendente do profeta e ainda rival de Blatter

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Getty

Ali Bin al-Hussein: eis o único dos três que quiseram derrotar Blatter que ainda não desistiu da candidatura à FIFA. Este é o perfil do príncipe, num dia marcada pela detenção de sete altos responsáveis do órgão máximo que tutela o futebol.

Com a desistência de Luís Figo e do holandês Michael Van Praag, apenas dois candidatos permanecem na corrida para a presidência da FIFA, cuja eleição ocorrerá esta sexta-feira durante o congresso da organização em Zurique, Suíça.

Joseph Blatter surge como o grande favorito face ao seu rival, o príncipe jordano Ali Bin al-Hussein, mas é ainda uma incógnita o impacto que a detenção de sete responsáveis da FIFA, esta quarta-feira, pode ter no processo eleitoral. 

Aos 39 anos, o príncipe da Jordânia surge como a hipótese de mudança na chefia da FIFA. Terceiro filho do Rei Hussein e supostamente descendente direto em 43ª geração do profeta Mohamed, Al-Hussein é vice-presidente da FIFA para a Ásia desde 2011, preside à Associação Jordana de Futebol desde 1999 e fundou o Projeto para Desenvolvimento do Futebol Asiático. 

Uma das suas propostas é limitar as presidências da FIFA a dois mandatos de quatro anos. Pretende também alargar o Mundial para 36 seleções, dando mais lugares à África e Ásia, e restaurar a rotação entre continentes dos países anfitriões da competição. 

Grande crítico de Blatter, tem manifestado a sua indignação face aos recentes escândalos de corrupção. Conta com o apoio do presidente da UEFA, Michel Platini. 

Há dias anunciou ter contactado as autoridades após membros da sua campanha terem sido abordados por um indivíduo (cuja identidade não indicou, embora tenha esclarecido não ser membro da FIFA) que lhes disse poder assegurar 47 dos 209 votos das eleições e informações sobre as atividades financeiras de Blatter.

Blatter, o rival

Aos 79 anos, o suíço é candidato a um quinto mandato na liderança da federação que tutela o futebol mundial. Está na FIFA desde 1975, os últimos 17 anos como secretário-geral. 

Blatter não criou um manifesto eleitoral, optando antes por enviar diretamente às 209 federações que integram a organização uma carta com a sua lista de prioridades, entre as quais figura o aumento dos esforços para combater as situações de discriminação, promover o futebol feminino, melhorar a assistência médica aos jogadores e “consolidar as relações com os nossos parceiros de negócio”. 

O dirigente é favorável também a que o Mundial continue a ser disputado entre as 32 seleções previamente apuradas. As polémicas decisões da realização dos Mundiais de 2018 e de 2022 na Rússia e no Qatar, respetivamente, deram lugar a inúmeras criticas e à abertura de investigações que não se revelaram contudo conclusivas. Mas as detenções desta quarta-feira envolvem precisamente o processo de atribuição desses dois torneios.