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FIFA. Quem são os detidos?

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Rafael Esquivel,Jose Maria Marin, Eduardo Li, Eugenio Figueredo, Nicolas Leoz, Jack Warner, Jeffrey Webb, Julio Rocha. Alguns dos detidos e suspeitos no alegado caso de corrupção na FIFA

FOTO EPA

São todos latino-americanos com funções e ligações distintas ao órgão máximo do futebol mundial. Em causa estão suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção ao longo de 25 anos.

Depois de muita especulação foi divulgada a identidade dos sete responsáveis da Federação Internacional de Futebol (FIFA), que foram detidos esta manhã no hotel de luxo Baur au Lac, em Zurique, onde se realiza daqui a dois dias a eleição do presidente do organismo.  

São todos latino-americanos com funções e ligações distintas ao órgão máximo do futebol mundial: Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo, Rafael Esquivel e José Maria Marin terão aceite subornos na ordem dos 100 milhões de dólares (92 milhões de euros) desde o início dos anos 90, segundo um comunicado do Departamento de Justiça dos EUA. 

Vice-presidente da FIFA e membro do comité executivo, Jeffrey Webb, de 51 anos, assume também a liderança da Federação de Futebol das Caraíbas  (CONCACAF) e da Associação de Futebol das Ilhas Caimão, cargo que mantém desde 1991. Integrou as delegações dos mundiais realizados em França, Coreia/Japão, Alemanha e África do Sul, entre 1998 e 2010.

Com uma carreira de 30 anos no mundo do futebol, Jeffrey Webb viu o seu nome associado no ano passado ao escândalo de corrupção relativo aos mundiais que se realizarão na Rússia e no Qatar, em 2018 e 2022. Fora do desporto, o líder da CONCACAF tem feito também carreira no Fidelity Bank, considerado o maior banco das ilhas Caimão.

Eduardo Li, outro dos detidos, é natural da Costa Rica e tem 56 anos. É membro do comité executivo da FIFA e presidente da Federação de Futebol do seu país-natal. Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade de Monterrey, no México, exerceu por pouco tempo a profissão passando a ajudar a família nos negócios.

A entrada no universo dos relvados só aconteceu em 2002 quando se tornou presidente do clube Puntarenas, da segunda divisão. Dois anos depois quando o clube passou à primeira divisão, candidatando-se em 2007 à liderança da Feferação de Futebol da Costa Rica, conseguindo ser eleito. Em 2012, assumiu a comissão executiva da CONCACAF e cerca de doze meses depois passou a representar essa federação na FIFA.

Nascido há 64 anos na Nicarágua, Julio Rocha é atualmente membro do comité de desenvolvimento da FIFA e presidente da Federação de Futebol do seu país natal.

Costas Takkas nasceu no Reino Unido, mas tem descendência na América Latina. Tem 58 anos e ocupa o cargo de adjunto do presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) tendo anteriormente sido secretário geral da Associação de Futebol das Ilhas Caimão (CIFA). 

Futebol, política e negócios de braços dados
O uruguaio Eugenio Figueredo, 83 anos, é também vice-presidente da FIFA e membro do comité executivo do organismo.  Foi líder da Conferação Sul Americana de Futebol (CONMEBOL) e da Federação de Futebol uruguaia. Antes de ser dirigente desportivo foi jogador de futebol.

Oriundo da Venezuela, Rafael Esquivel, de 68 anos, é atualmente membro do comité executivo da CONMEBOL e presidente da Federação de Futebol da Venezuela. 

Aos 83 anos, José Maria Marin é membro do comité organizador do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 2016, tendo sido também vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Licenciado em Direito, José Maria Marin  teve uma curta carreira como futebolista, tendo sido presidente da Federação Paulista de Futebol, entre 1982 e 1988. Foi também governador do Estado de S. Paulo.

O atual presidente da FIFA, Joseph Blatter, não está entre os suspeitos mas a investigação sobre o alegado esquema de corrupção - que envolve pessoas ligadas ao organismo e a empresas de desporto - ainda não está concluída. 

No passado dia 15 de maio, Blatter disse ter conhecimento de que decorria nos EUA uma investigação sobre antigos responsáveis da FIFA, sublinhando estar tranquilo porque não se encontra envolvido em nenhum caso. "Não há nada contra mim", garantiu.