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Acusações de corrupção, mentiras, ou "política suja"?

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A história de corrupção em torno do Mundial que ainda não se realizou no Qatar.

Qatar será o primeiro país árabe a hospedar o Mundial de Futebol mas, logo depois de ter vencido a eleição em 2010, surgiram as acusações de corrupção.  

Mohamed Bin Hammam, candidato que desisitiu da corrida à presidência da FIFA, negou veementemente as acusações de que o seu país pagou pelos votos que obteve e pediu para que, quem tivesse provas as divulgasse. 

Em maio de 2011, o jornal britânico "Sunday Times" escreveu que Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, e Jacques Anouma, presidente da Federação de Futebol da Costa do Marfim, receberam cerca de dois milhões de dólares para votar no Qatar. 

Posteriormente, o jornal entregou as provas das acusações à FIFA, mas o seu dirigente, Joseph Blatter, rejeitou-as. No mesmo dia, Jack Warner, um dos nomes apanhados no alegado esquema de corrupção, foi suspenso das suas funções por violação dos códigos de ética. Mais tarde, divulgou um e-mail de Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA, onde era sugerido que o Qatar tinha "pagado" para receber o Mundial de 2022. 

"Músculos financeiros" 
Mas Valcke muito rapidamente limpou-se de todas as acusações, dizendo que o e-mail foi mal interpretando, visto que "simplesmente" referia que o Qatar utilizou todos os seus "músculos financeiros" para conseguir o apoio. 

A Federação de Futebol Alemã exigiu que a FIFA revisse a eleição do pequeno país do Golfo que conseguiu superar as candidaturas da Coreia do Sul,  Japão, Austrália e dos Estados Unidos na corrida ao Mundial de 022. 

Por entre o escândalo, Blatter disse que o Qatar realmente tentou comprar os votos, a par de Espanha, mas que os países não foram bem-sucedidos. 

"Inventei as acusações de corrupção por vingança" 
Contudo, pouco tempo depois a história mudou de paradigma. Surgiu uma mulher chamada Phaedra Almajid que disse ter inventado todas as acusações quanto à eleição do Qatar. A delatora fazia parte da equipa de comunicação da candidatura do Qatar para o Mundial de 2022, foi despedida e, por vingança, decidiu espalhar acusações de corrupção do seu país. O que Almajid confessou não estar a espera era de que as suas alegações dessem aso a uma investigação de dois anos. 

Almajid disse que decidiu confessar a sua culpa porque "as mentiras foram longe de mais" e garantiu que a sua confissão não foi resultado de pressão da confederação de futebol. 

"Não consigo expressar o quão arrependida estou. Sujei as reputações de membros executivos do comité da FIFA e o mais importante, é que sujei a reputação dos meus colegas e a própria candidatura do Qatar", disse Almajid ao canal de televisão Aljazeera.