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O PSG é o melhor patrão do mundo

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ALBERT GEA/REUTERS

O Paris Saint-Germain é clube que paga melhor aos seus atletas - em média, cada futebolista ganha oito milhões de euros por ano. 

O Paris Saint-Germain tem 44 anos (fará 45 a 12 de agosto), cinco títulos de campeão francês, oito taças de França, outras tantas Taça das Liga e uma Taça das Taças - o que dá menos de meio troféu por ano num clube que há quatro era irrelevante e agora é importante. Aliás, importantíssimo. Aliás, riquíssimo. Mas não o mais rico, que é o Real Madrid, e sim o que paga melhor - em média, um futebolista do PSG recebe €8 milhões por época, uns tostões mais do que no Real Madrid (€7,773 milhões), Manchester City (€7,7732 milhões) e Barcelona (€7,271 milhões). 

Estes números estão na lista da Sporting Intelligence, espécie de observatório do desporto, que calculou os salários de todos os emblemas das modalidades coletivas e concluiu que é no futebol à europeia (a liga portuguesa não foi analisada) que mais se ganha.  À grande e à francesa. 

Como se chega a este bolo? Assim:  

1) Agarre num investidor (Qatar Sports Investment) de um país que tem uma agenda geopolítica no bolso esquerdo e muitos, muitos, muitos mil milhões no bolso direito; 

2) Depois, vá ao mercado e compre os melhores ingredientes [Cavani (€64,5 milhões), Pastore (€42 milhões), Thiago Silva (€42 milhões), Lucas Moura (€40 milhões), Marquinhos (€31,4 milhões), Lavezzi (€26 milhões) e, claro, Ibrahimovic (€21 milhões)]. Para convencê-los a mudar de pousio, diga-lhes que o futuro está na cozinha de fusão. E, sobretudo, faça-os ver que o futebolista de elite pode ter o melhor emprego do mundo mas o futebolista de elite do PSG tem o melhor emprego deste e do outro mundo. Mostre-lhes o vencimento (Ibra ganha €15 milhões por época) e pergunte-lhes se já se imaginaram a jogar à bola numa cidade incrível como Paris, num país chamado França onde o futebol não é levado a sério a não ser que se tenha nascido em Marselha e se tenha ascendência magrebina. Pressão? C'est quoi, ça? Não existe, pois, até porque comparar o poder de fogo do PSG com o dos rivais é pôr lado a lado os EUA e Andorra. Que é desmilitarizada, convém não esquecer. 

[O segundo clube mais rico (Mónaco) paga menos de metade (€3 milhões) aos seus atletas pelo que o PSG ganhar a Ligue 1 é (ou devia ser) uma coisa normal em "condições normais" e "condições anormais" (a frase é de Mourinho, no FCP).]

3) Misture tudo, leve ao forno e verá que não demora muito a levedar: de 2011 para cá, o novo-PSG conquistou cinco títulos domésticos e chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões. 

O único caminho, agora, é para cima e há uma moral a retirar desta história: as camisolas não ganham títulos; ganham-nos os tipos que as vestem.