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Figo. “Não necessito da FIFA para viver, para respirar e não tenho receio de nada”

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Rui Duarte Silva

Numa entrevista concedida à revista brasileira “Veja”, duas semanas antes da desistência da sua candidatura à presidência da FIFA, lançava criticas à organização.

“Ao longo do tempo, a FIFA fez coisas positivas, mas hoje é uma organização que não é transparente, não é democrática. Não há lugar para as opiniões divergentes e os críticos são silenciados. Nesta campanha tive oportunidade de constatar isso”, afirmou Luís Figo numa entrevista concedida a 8 de maio à revista brasileira “Veja” e publicada esta quinta-feira no site.

Na altura, o então candidato português à presidência da FIFA argumentava que era necessário uma mudança na liderança da organização “para se modernizar e para ser transparente, para que exista democracia”.

Figo deixava ainda antever que a sua candidatura inseria-se numa estratégia de longo prazo: “Toda a gente diz que sou jovem e que tenho tempo, Muita gente me diz que é uma luta perdida, mas eu estou habituado a lutar até ao fim. Vamos ver”, referiu à Veja.

"Não necessito da FIFA para viver, não necessito da FIFA para respirar e por isso não tenho que ter receio de nada", acrescentou de seguida, respondendo à questão "tem medo de represálias?".

A entrevista, concedida em Madrid à jornalista portuguesa Mafalda de Avelar, correspondente da newsmagazine brasileira na Europa, terminava com uma pergunta sobre se seria compatível “um Figo gestor (com negócios próprios) e um Figo dirigente da FIFA”, ao que o antigo jogador português respondia: “desde que não haja incompatibilidades, não vejo problema”.