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Celebração e violência. Dois mundos à volta da estátua

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Nuno Botelho

Festa do Benfica no Marquês de Pombal terminou antes de tempo, com violência e carga policial. Investida da PSP teve o efeito de uma pedra lançada num lago.

Nuno Botelho

Nuno Botelho

Fotojornalista

O palco levou o dia todo a montar. O jogo levou 90 minutos a acabar. A equipa levou a noite toda a chegar. E quando depois do jogo a equipa chegou ao palco, a festa levou menos de uma hora a acabar. 

A noite de consagração do Benfica no Marquês de Pombal terminou com uma violenta carga policial. E antes de a rotunda ficar completamente deserta, durante alguns minutos houve dois mundos à volta da estátua: celebração e violência.

Atrás da estátua do Marquês de Pombal, em Lisboa, dois grupos aparentemente rivais envolveram-se em distúrbios - arremessando pedras e garrafas de um lado para o outro - antes de se virarem para a polícia, com mais pedras e mais garrafas. A equipa tinha chegado às 00h46.

Passavam quinze minutos da uma quando os polícias carregaram. Primeiro na zona onde estavam os dois grupos, que fugiram para o meio da multidão. Com a rotunda a abarrotar, a investida da PSP teve o efeito de uma pedra lançada num lago. E onda após onda, num instante toda a gente estava a correr. Muitos, entre os quais várias crianças, apenas porque viam outros a correr.

Nuno Botelho

A polícia não abrandou e em poucos minutos, debaixo de uma violenta chuva de garrafas, limpou por completo o lado norte da rotunda, o que dá para o Parque Eduardo VII. No lado sul, a frente do Marquês, a festa continuava. A equipa agradecia aos adeptos e estes respondiam. Ainda havia festa. Foi por essa altura, cerca das 01h45, que a organização pediu calma aos adeptos. Mas era demasiado tarde. A confusão deu a volta à rotunda e chegou à zona onde estava a equipa - que entretanto regressou ao túnel. Do Marquês.  

Com a chegada de novos elementos da PSP, o objetivo passou a ser varrer toda a rotunda. O que levou os problemas para a Avenida Fontes Pereira de Melo, onde continuaram a chover garrafas. Ainda sem qualquer confirmação oficial, o Expresso pode adiantar que houve vários feridos entre adeptos e agentes da PSP. A polícia usou balas de borracha para dispersar os adeptos.

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