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Benfica-FC Porto. O clássico dos €23 milhões

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FOTO JOSÉ COELHO / LUSA / EPA

Estudo avalia o impacto económico do jogo mais mobilizador do ano na liga portuguesa.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O decisivo encontro de domingo, na Luz, já mexe. A três dias do jogo mais aguardado do ano, o IPAM - The Marketing School acaba de publicar um estudo sobre o impacto económico da partida. Entre sábado e domingo, é previsto um movimento de receitas de cerca de 23 milhões de euros, geradas pelos adeptos dos dois candidatos ao título nacional.

O estudo revela que para além dos três pontos em disputa, a partida irá gerar um encaixe direto de três milhões de euros, provenientes da venda de "mais de 65 mil bilhetes", já praticamente esgotados", e dos gastos dos adeptos em restauração, nas imediações e dentro do estádio, a que se somam as ações promocionais, publicidade, direitos televisivos, segurança e hospitalitalidade.

De acordo com a análise do IPAM, a fatia maior das receitas, "cerca de 20 milhões de euros", refere-se a faturação indireta, sendo contabilizado no documento, entre outras rubricas, a deslocação de 20 mil adeptos e simpatizantes rumo a Lisboa e os consumos efetuados em casa e na restauração nas horas antes, durante e após o encontro. O IPAM remete para um estudo recente de hábitos de consumo que revela que 73% dos fãs de futebol assistem aos jogos em casa com amigos, representando o consumo em géneros alimentares e bebidas de oito a 12 euros por pessoa.

Entre os agentes económicos que irão lucrar com a euforia em torno do encontro do ano, o IPAM aponta as agências de publicidade e de catering, empresas de transportes e de segurança, casas de apostas, hotéis, cafés, restaurantes, jornais, canais televisivos, emissoras de rádio, gasolineiras, concessionários de autoestradas ou marcas desportivas. 

A cinco jornadas do final da temporada, Benfica e FC Porto seguem apenas separados por três pontos, vantagem que a equipa de Jorge Jesus quer segurar a toda a força para não deixar fugir o bicampeonato - que escapa aos encarnados há 31 anos. Por sua vez, os dragões querem recuperar da humilhação de Munique. 

 

"Tal como há duas épocas, é real a possibilidade de só encontrarmos o campeão no último segundo campeonato", refere Daniel Sá, diretor do IPAM do Porto e coordenador do estudo sobre o impacto económico do mais mobilizador jogo do ano.