25/05/2012 atualizado às 0:46
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Despedida com discurso anti-Concertação

No discurso de saída como secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva disse que o recente acordo de concertação social é um "retrocesso social sem precedentes depois do 25 de abril".

14:24 Sexta feira, 27 de janeiro de 2012
Carvalho da Silva acusou o patronato e a "troika" de serem "insaciáveis"
Carvalho da Silva acusou o patronato e a "troika" de serem "insaciáveis"
Tiago Petinga/Lusa

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, considerou hoje que a política de austeridade teve "um novo impulso suicidário" com a assinatura do acordo de concertação social.  

"Pode parecer um exagero o que vou expressar, mas é um facto que a política de austeridade teve um novo impulso suicidário com o recente acordo de concertação social", disse o secretário-geral da Intersindical na abertura do XII Congresso da CGTP, hoje iniciado em Lisboa.  

Carvalho da Silva referiu que o acordo tripartido assinado na semana passada entre o Governo, confederações patronais e UGT "foi feito num contexto de rápido agravamento da situação do país".  

Repulsa pelo acordo alcançado


De acordo com o ainda secretário-geral da Intersindical, o "âmago" do acordo "não é o estímulo da economia mas o reforço da austeridade, a diminuição da retribuição e a desregulamentação do trabalho, um retrocesso social sem precedentes depois do 25 de abril".  

Ou seja, o acordo tripartido, que deixou de fora a CGTP, "é um acrescento de medidas restritivas", referiu.  

"Este acordo merece-nos repulsa", exclamou Carvalho da Silva, sublinhando que "estava confirmado que o acordo seria um desastre" e "este não é lei".

Por isso, a CGTP promete continuar a lutar contra os "ataques aos trabalhadores". "Uma organização sindical pode e deve ter presente o contexto de ataque e tentar agir, mas nunca sancionar medidas que só vão contra os trabalhadores e o povo", disse Carvalho da Silva, que acusa o patronato e a troika de serem "insaciáveis".  

Discurso muito aplaudido


Perante uma plateia composta por mais de um milhar de sindicalistas, reiterou que "este acordo acabou por se resumir às mexidas na legislação laboral" e apelou à participação da manifestação nacional de 11 de fevereiro.

Após fortes aplausos, prosseguiu: "Dois dias depois da assinatura do acordo, vem um elemento da troika dizer que é preciso ressuscitar o debate para a taxa social única (TSU), o que já merece o acordo do patronato".

Ora, "o sentido deste acordo e com que nos querem impor mais austeridade merece uma resposta da nossa parte", frisou ainda, lembrando que o recuo da 'meia hora' por parte do Governo é uma vitória para os trabalhadores que o conseguiram através da luta.  

A CGTP não aceita, acentuou, a redução das férias, do número de feriados que são um sinal "da falta de ética e de verdade" do Governo e dos patrões, nem a redução dos salários.  

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Carvalho da Silva e o PCP
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:34 | Sexta feira, 27 de janeiro
Sai da Inter,onde foi sempre um fiel servidor do PCO.
 
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    Re: Carvalho da Silva e o PCP    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:39 | Sexta feira, 27 de janeiro
A ótica dessa crise vê, na classe trabalhadora,
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 16:44 | Sexta feira, 27 de janeiro
a saída para amenizar os estragos, colocando-os como pagadores diretos e, no mesmo passo, tirando-lhes alguns direitos que, desde alguns anos atrás, perseguiam como finalidade de gestão. Eles contam com a passividade da turba, com lideranças sindicais "vendidas", ou de pouca expressão, para dinamitar quaisquer ideias de oposição. Quando a barriga fica vazia, o único pensamento é obter comida e, então, negociar fica muito fácil e rápido. O trabalhador é dividido, na Europa ou em qualquer lugar, de tal modo que as lideranças sabem conduzi-los, tal e qual fazem com os árabes sempre desunidos pelas minorias, que são colocadas nos postos chaves, para fazer chover. Enquanto for assim, nem é preciso voltar ao fascismo, basta ir administrando cada fagulha com mero balde de água. Por isso, quando leio comentários por aqui, fico imaginando que nunca o trabalhador será dono de nada, sequer de si. Sempre será cocheiro de uma carruagem que não lhe pertence, cujo destino não é o seu, mas apenas do viajante que de tudo sabe muito. A desunião é a força, a única força, dessas mudanças que estamos vivendo. Inclusive a ideia de que o Estado Social é o culpado quando, se bem examinado, este é o menor dos males, quase insuficiente para fazer uma tímida ondinha diante do maremoto provocado pelos senhores do dinheiro. Tenham paciência e serão internados numa nova Bastilha, como resultado da ausência de visão. Rio Grande
 
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    Re: A ótica dessa crise vê, na classe trabalhadora    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:41 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: A ótica dessa crise vê, na classe trabalhadora    Ver comentário
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 23:57 | Sexta feira, 27 de janeiro
Daqui a uns meses a lengalenga recomeça
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:12 | Sexta feira, 27 de janeiro
Daqui a uns meses , voltarão a dizer que é preciso outro codigo laboral , e mais cortes de feriados.

Nas fundações , institutos , empresas municipais , PPPs , etc ... , não cortam.

Nem atacam os monopólios e oligopólios existentes na nossa economia , como por exemplo , o da distribuição , que sim a a acabarem dariam muito , mas muito mais ao nosso PIB.

  http://www.ionline.pt/din... a-lei-laboral

Daqui a uns meses o codigo laboral volta à carga , que não chega , que é insuficiente , etc ... , e sempre com o regabofe dos poderosos deste país , regabofe que só dá cabo cada vez mais deste país , a continuar como sempre sem qualquer perturbação , ou um minimo de vergonha em dar a sua contribuição mais que justa e exigida.

É sempre os mais fracos a serem chamados a pagar esta crise que não a fizeram , se não reagirem , isto só acaba , com a legalização da escravidão.
 
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    Re: Daqui a uns meses a lengalenga recomeça    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:14 | Sexta feira, 27 de janeiro
Missão cumprida!
Franco5612 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:34 | Sexta feira, 27 de janeiro

Com um trajecto de luta e da defesa dos trabalhadores só pode ser merecedor do reconhecimento daqueles que fez por defender...

Outros terão outra visão do seu papel...com a legitimidade que lhes assiste.

Certo é que foi um lutador de causas, concorde-se ou não com ele, fazendo um percurso na área do Trabalho, área em que se doutorou (Sociologia) com distinção.

O futuro dele falará.

Seja como for nunca foi cinzento nas ideias, ao contrário de muitos que não tendo ideias nem percurso, se limitam a denegrir a sua personalidade.

 
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Assim não há Povo que aguente!
costalopes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Sexta feira, 27 de janeiro
Nunca deveriam ter abandonado a sala.. mesmo não assinando, ficavam até ao final; enquanto a politica andar de mãos dadas com tudo o resto.. não há povo que aguente!
 
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    Re: Assim não há Povo que aguente!    Ver comentário
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 15:59 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: Assim não há Povo que aguente!    Ver comentário
costalopes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: Assim não há Povo que aguente!    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:52 | Sexta feira, 27 de janeiro
Até parecem os outros...
alguemalgures (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Sexta feira, 27 de janeiro
Depois de BE e PCP nem sequer se sentarem à mesa com a Troika, a CGTP abandona a última reunião de Concertação Social.

Nada de estranho por parte de quem nunca ssinou um único acordo com os parceiros sociais e Governo.

Em que mundo vive esta gente?
 
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    Re: Até parecem os outros...    Ver comentário
leitorAtento10 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:30 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: Até parecem os outros...    Ver comentário
alguemalgures (seguir utilizador), 1 ponto , 19:06 | Sexta feira, 27 de janeiro
Balela...
Tucano (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Sexta feira, 27 de janeiro
Espero que não apliquem a mesma receita que aplicaram em Cuba, esperava que a CGTP fosse solidária com os funcionários públicos cubanos.....mas afinal é tudo farinha do mesmo saco....!!!!!!!
http://esquerda.net/topic...
 
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    Re: Balela...    Ver comentário
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 16:01 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: Balela...    Ver comentário
Tucano (seguir utilizador), 1 ponto , 16:06 | Sexta feira, 27 de janeiro
TSU
sdfre3 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:58 | Sexta feira, 27 de janeiro
TSU vai baixar isto foi jogada do governo com patronado e com aval ugt, agora chorem os patrões vão ficar mais ricos e o trabalhador na miseria
 
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Negociações Inaceitáveis !
jvalinhas@gmail.com (seguir utilizador), 1 ponto , 15:58 | Sexta feira, 27 de janeiro
Desde sempre , tanto quanto me lembro , a CGTP recusou-se a aceitar o inaceitável da parte dos parceiros sociais , sempre se recusou (e bem) a aceitar o corte de direitos e garantias conquistados pelos trabalhadores Portugueses . Não foi a primeira vez que a CGTP abandonou as negociações , e a continuar esta política de destruição dos direitos do trabalhador , isto voltará certamente a acontecer . Quanto á atitude em si de não querer pactuar com estas poucas vergonhas ensaiadas pelo governo e pelas entidades patronais , apoio incondicionalmente a retirada da CGTP das negociações , até porque eu sou adepto do : ou sim ou sopas , meios termos e situações dúbias , só prejudicam as boas relações sociais , se bem me entendem. O Povo Trabalhador e contribuinte Português , não pode nem deve continuar a ser só ele a pagar as más gestões dos governantes . Basta!
 
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IMPULSE
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 16:02 | Sexta feira, 27 de janeiro
Impulso suicidário tem a CGTP em relação ás empresas, aos seus sindicalizados e ao país, com as acções de constante confronto e exigências completamente desfazadas da realidade.
Criminosos mafiosos é o que são.
 
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    Re: IMPULSE    Ver comentário
Agnosticamente (seguir utilizador), 1 ponto , 17:48 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: IMPULSE    Ver comentário
leitorAtento10 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:33 | Sexta feira, 27 de janeiro
Patrões/governos
bivolta (seguir utilizador), 1 ponto , 16:06 | Sexta feira, 27 de janeiro
só merecem ficar a falar para a parede. E que se aguentem com aquilo que que dão à luz.
As bengalas ... que as enfiem pela tripa acima.
 
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Até sempre, Manel
Xaviota (seguir utilizador), 1 ponto , 16:08 | Sexta feira, 27 de janeiro
Até onde a minha memória o permitir, serás lembrado como um Homem, enquanto outros, se os lembrar, será como vermes.
"A quem gosta de ter amos, vi sempre os ombros curvados"
Até sempre, Manel
 
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    Re: Até sempre, Manel    Ver comentário
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Sexta feira, 27 de janeiro
    Re: Até sempre, Manel    Ver comentário
leitorAtento10 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:37 | Sexta feira, 27 de janeiro
"TAMBÉM NÃO É AGORA"
"LUAOUAKYARA" (seguir utilizador), 1 ponto , 16:27 | Sexta feira, 27 de janeiro
Agora é que por fim vai "trabalhar" ou se calhar não precisa que é o mais certo.
Agora é só o cachet para umas palavrotas na TV e rádio para comprar comida para o Pluto.
O Torres Couto também ficou bem e não lhe conheço trabalho actual para além de umas palavrotas na TV e rádio, o Judas coitado um sem abrigonem aparece mas esse levou tanta massa que aibda não deve ter acabado de a contar.Quem se lixou foi a zona de Cascais.
Parece que o substituto é igual mais como é mais novo mais trauliteiro será para manter a tradição.... boa CGTP continuídade é que é preciso. Viva Putin à falta de melhor.
Trabalhadores sigam o guia e não se queixem.
kácus
 
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35 anos de "luta" para quê?
leitor de marte (seguir utilizador), 1 ponto , 19:18 | Sexta feira, 27 de janeiro
De que serviram os 35 anos de "luta" deste defensor da classe operária? De nada!
A CGTP com este Sr. na liderança foi sempre câmara de ressonância do PCP. Esteve sempre do lado dos problemas, nunca das soluções.
Os sindicatos da CGTP conluiaram-se sempre com gestores públicos partidarizados desde que eles também lhes concedessem um naco do quinhão aos impostos roubados aos portugueses. O escândalo das mordomias conseguidas pelos sindicatos das empresas de transporte, está aí para demonstrá-lo.
Agora Carvalho da Silva vai dar aulas. Enquanto "lutava" pelos trabalhadores teve tempo e tudo para fazer o doutoramento...
Assim como temos os políticos que merecemos, também temos os sindicalistas que merecemos...
 
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