A taxa de desemprego entre trabalhadores portugueses a residir em Espanha quase quintuplicou nos últimos dois anos, atingindo os 21,89% da população activa, três pontos acima da média nacional.
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol, solicitados pela agência Lusa, indicam que no final de 2009, havia um total de 14.100 portugueses desempregados em Espanha, de um universo de 64.400 mil activos.
Em termos gerais, no final de 2009, a taxa de desemprego em Espanha era de 18,83%.
Segundo os dados do INE, a taxa de desemprego era de apenas 4,7% no final de 2007, tendo crescido para 16% no final de 2008 e para 21,89% no final de 2009.
Mulheres são as mais afectadas
O desemprego afecta mais as mulheres, com uma taxa de 23%, contra os 21,2% entre os homens.
Ainda assim, e apesar deste crescimento, os dados do INE confirmam que há mais portugueses a trabalhar em Espanha (50.300 no final de 2009) do que havia há dois anos (46.700), pelo que a taxa de actividade também cresceu neste período, de 74,4 para 76,9%.
O número de portugueses com mais de 16 anos a residir em Espanha aumentou de 65.800 para 83.800 entre o final de 2007 e o final de 2009, sendo que deste último grupo cerca de 23.200 são considerados pelo INE como "inactivos".
Os dados foram extrapolados, a pedido da agência Lusa, com base em valores do Inquérito da População Activa (EPA, na sua sigla espanhola), indicador usado pelo INE para medir a taxa de desemprego em Espanha.
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.