Anterior
"Anonymous" retalia contra fecho do Megaupload
Seguinte
Rita Lee reforma-se
Página Inicial   >  Sociedade  >  Depois dos diamantes, acabar com os "telemóveis de sangue"
COM VÍDEO

Depois dos diamantes, acabar com os "telemóveis de sangue"

Várias iniciativas exigem que materiais utilizados no fabrico de gadgets de última geração não sejam provenientes de zonas de conflito em África.
|
Componentes dos minerais são usados nos sistemas eletrónicos dos dispositivos
Componentes dos minerais são usados nos sistemas eletrónicos dos dispositivos / Getty Images
Para o fabrico de dispositivos tecnológicos atuais, tais como os smartphones, tablets, computadores portáteis e câmaras digitais, são necessários componentes como estanho, ouro e tântalo. Estes materiais, obtidos através da exploração mineral, provêm em grande parte da República Democrática do Congo, onde um conflito entre o regime vigente e grupos rebeldes é alimentado pela extração destas riquezas naturais.

Recentemente, um grupo de estudantes da Universidade Duke, nos EUA, gravou um vídeo no qual apela à assinatura de uma petição dirigida a Tim Cook, atual diretor-executivo da Apple, sugerindo que o gigante tecnológico reúna esforços e se comprometa a fabricar a totalidade dos seus produtos com materiais vindos de zonas sem conflito já a partir de 2013.

Marcas como a Apple, Motorola, HP e Intel já adotaram estratégias neste sentido. Porém, o facto de serem empresas subcontratadas a fabricar os produtos finais com matérias-primas que, quando compradas, já vêm alteradas, torna mais difícil identificar a origem dos minerais.

"Os diamantes de sangue desapareceram mas agora é possível que estejamos a utilizar telemóveis de sangue", escreveu Nicholas Kristof, colunista no "The New York Times", em junho de 2010. O comentário antecedeu uma medida que o Governo norte-americano pôs em prática no mês seguinte, o Ato Dodd-Frank, no qual se estabelece que a indústria tecnológica nos EUA não deve fabricar produtos com materiais vindos de zonas de conflito em África.

Seguir o exemplo do Processo Kimberley


Organizações como a Enought Project aplaudem a iniciativa do Ato Dodd-Frank e das próprias marcas na busca pela transparência relativa à proveniência dos minerais, mas afirmam que ainda há um longo caminho a percorrer: "A Apple, como uma das líderes no sector, deveria contribuir como a De Beers fez com os diamantes de sangue e o Processo Kimberley, há dez anos".

Em 2011, a marca fundada por Steve Jobs conseguiu identificar a origem dos materiais da sua cadeia de abastecimento e está a trabalhar com os projetos "Electronics Industry Citizenship Coalition" e "Global e-Sustainability" num esforço conjunto, dentro da indústria tecnológica, para travar o problema.

A Motorola também deu início ao programa "Solutions for Hope" , integrado posteriormente pela Intel e HP, destinado sobretudo a controlar o contrabando de tantalite, o mineral de onde se extrai o tântalo. Para tal, criou um sistema fechado de produção no qual só são utilizadas matérias-primas legítimas.

No site Congo Mines , lançado em final de 2011 pela organização Carter Centre, estão ainda publicados inúmeros documentos relativos à exploração de minerais na República Democrática do Congo.


Veja o vídeo gravado pelos alunos da Universidade Duke:


Opinião


Multimédia

Edwin. O rapaz que aprendeu a sonhar

O que Edwin sabia sobre a vida era sobreviver. Na cabeça dele não cabiam sonhos e os dias eram passados à procura de comida para ele e para a mãe e para o irmão. A fome espreitava nos cantos da barraca de palha no Quénia e ele escondia-se dela como podia - chupar as pedras era uma forma de a enganar. Mas a sorte dele mudou porque alguém viu nele outra coisa. E tudo começou numa dança. Agora, os mesmos dedos que agarravam as pedras tocam hoje teclas de um piano Bechstein. E os pés dele já não estão nus mas calçados. Com chuteiras. Primeiro no Benfica, agora no Estoril, o miúdo de 15 anos que fala como gente grande descobriu que tinha um sonho: ser futebolista. Como Drogba.

Todas as ilhas têm a sua nuvem

Raul Brandão chamou-lhe 'A Ilha Branca'. Como viajante digo que tem um verde diferente das outras oito que com ela formam o arquipélago dos Açores. É tenra, mansa, repousante e simultaneamente desafiante. Esconde segredos como a lenda da Maria Encantada e um vulcão florestado a meio do século passado que nos transporta para uma dimensão sulfurosa e mágica. Obrigatória para projetos de férias de natureza.

Em três quartos de hora não se esquece só a idade. "Esquece-se o mundo"

Maria do Céu dá três voltas ao lar sempre que pode. Edviges vai a todos os velórios, faz hidroginástica e sopas de letras. António dá um apoio na Igreja e nos escuteiros. Tudo é uma ajuda para passar os dias quando se tornam todos iguais. No Pinhal Interior Sul, a região mais envelhecida da União Europeia, quase um terço da população tem mais de 65 anos. Os mais velhos ficaram, os mais novos partiram.

Profissão: Sniper

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem.

Xarém com conquilhas

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

O que se passa dentro da cabeça dele

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Amadeu, que aprendeu o mundo no campo e tinha o coração na ponta dos dedos

Em Portugal, a dedicação à língua mirandesa tem nome próprio: Amadeu Ferreira, o jurista da CMVM que - quando todos diziam que "era uma loucura impossível" - arranjou tempo para traduzir "Os Lusíadas", a "Mensagem", os quatro Evangelhos da Bíblia e ainda duas aventuras do Asterix para uma língua que pertence a um cantinho do nordeste português e é falada por menos de 15 mil pessoas. No final de 2014 deu ao Expresso aquela que viria a ser a sua última entrevista. Morreu no passado domingo e esta quinta-feira foi lançada a sua biografia, "O fio das lembranças", com quase 800 páginas.

Temos 16 imagens que não explicam o mundo, mas que ajudam a compreendê-lo

O júri do World Press Photo queria dar o prémio maior da edição deste ano (e talvez das edição todas) a uma fotografia com "potencial para se tornar icónica". A primeira imagem desta fotogaleria, por ser "esteticamente poderosa" e "revelar humanidade", é o que o júri procurava. A fotografia de um casal homossexual russo, a grande vencedora, é a primeira de 16 imagens de uma seleção onde há Messi desolado, migrantes em condições indignas no Mediterrâneo, a aflição do ébola, mistérios afins e etc - são os contrastes do mundo.

Vamos falar de sexo. Seis portugueses revelam tudo o que lhes dá prazer na cama

Neste primeiro episódio de uma série que vai durar sete semanas, seis entrevistados falam abertamente sobre aquilo que lhes dá mais satisfação na intimidade. Sexo em grupo, sexo na gravidez, prazer sem orgasmo e melhor sexo após a menopausa são alguns dos temas referidos nos testemunhos desta semana. O psiquiatra Francisco Allen Gomes explica ainda a razão de muitas mulheres fingirem o orgasmo. O Expresso e a SIC falaram com 33 portugueses que deram a cara e o testemunho de como são na cama. Ao longo das próximas sete semanas, contamos-lhe tudo.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.


Comentários 4 Comentar
ordenar por:
mais votados
Seria uma iniciativa de envergadura moral,
mas no mundo dos negócios, o que se tem de menos é ética, decência ou qualquer praxe moral positiva e relevante. Se no setor de medicamentos, desde o fabrico até a comercialização, inexiste outra coisa senão o lucro, imagine-se o compromisso que se quer obter desses gigantes da eletrônica/computação etc., que estão numa arena por um tudo ou nada, valendo qualquer tacada que incremente as vendas e coloque os números na estratosfera. O ruim das utopias, por melhores que sejam, é ignorar o campo árido das relações humanas quando na arena da competição, principalmente as do nosso tempo. Rio Grande
Tanga ou talvez boa demagogia de ocasião
Os diamantes de sangue proliferam nos mercados de Antuérpia, Doha, Beirut ou Ny

No Zimbábue foram em 2009 descobertas uma das maiores jazidas de diamantes da actualidade... O embargo internacional não só não funcionou como a entidade de supervisão, em 2011, permitiu a emissão de certificados a título excepcional... Curioso!

Esta agora dos telemóveis... E mais uma das boas e que só serve para fazer rir.

Mas enfim...
Não entendo.
Se os pretos querem andar à porrada, que é que o resto do mundo tem a ver com isso?
Cada um rouba o máximo que pode ao outro
Os negros são individualistas, não percebem o sentido de "Sociedade" ....
Comentários 4 Comentar

Últimas

Ver mais
Receba a nova Newsletter
Ver Exemplo

Pub