21 de maio de 2013 às 23:17
Página Inicial  ⁄  Blogues  ⁄  Antes pelo contrário  ⁄  Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um novo IRS

Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um novo IRS

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

O PSD, que fez campanha contra a despenalização do aborto dizendo que o que era necessário era apostar na prevenção, acabou com a comparticipação da pílula. Uma excelente ideia para promover a gravidez adolescente e o aborto. Porque isto de pecar sem conceber é um luxo que o Estado não tem de pagar. E não me venham falar de planeamento familiar. Com este governo não há planeamento nenhum. A pílula e o preservativo são instrumentos da opressão socialista sobre o aparelho reprodutivo. Deixe-se o mercado funcionar e que o melhor espermatozóide fecunde o óvulo.

Depois de começar a circular a interessante proposta de um bastonário com pouco que fazer para se taxar o fast food tive algumas novas ideias. Já percebi o espírito da coisa: o Estado deixa de prestar serviços de saúde e, para compensar, fiscaliza os nossos hábitos privados. Os liberais queixavam-se do "Estado ama-seca". Vamos então criar o "Estado pai tirano". Cobra impostos, não dá nada a ninguém, mas está sempre vigilante à conduta dos cidadãos.

O raciocínio que leva a taxar a gula na mesa deveria ser transposto para a luxúria na cama. Querem brincar? Brinquem. Mas não usem o dinheiro do contribuinte. Não é justo que os castos paguem as maluqueiras dos libertinos. Para compensar os eventuais efeitos de termos métodos contracetivos mais caros tenho uma proposta que, ainda por cima, pode ajudar combater o défice do Estado. Seguindo o exemplo do imposto sobre o cheeseburger, proponho que se crie um novo IRS (Imposto sobre Relações Sexuais) com vista a promover a abstinência. Para não me acusarem de conservadorismo, estou disponível para um debate sério e ponderado sobre as vantagens de algumas isenções fiscais. Cunnilingus, fellatio e sexo anal, não podendo resultar em fecundação, não pagam nada. Tenho ou não tenho preocupações sociais?

Sim, o sexo é gratuito. E é por isso é que abusam dele. A partir de agora, quem não tem dinheiro não tem vícios.

Comentários 44 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um
Está atrasado Daniel, já estou muito mais à frente.

Na Alemanha, o estado arrecadou em 6 anos, 1.4 mil milhões de euros em impostos ligados ao sexo. Inspirados nestes, Bona usa agora um parquímetro especial para taxar o trabalho das prostitutas de rua. Se estas forem apanhadas sem o "bilhete" são multadas em 200€. Bona espera arrecadar 200 mil por ano, com esta medida.

Inspirado por isto, estou a inventar a primeira cama com parquímetro incorporado automático e ligação wireless dedicada. Sensores transmitirão o peso aplicado, permitindo taxar a obesidade ou a sobrelotação de cama, com um extra substancial para a detecção de vibrações de baixa frequência (depois de ver alguns filmes pornográficos, poderei aferir quanto, 2 a 3 Hz talvez).

Pelos meus cálculos, se esta cama substituir todas as outras, este imposto de cama poderá pagar a dívida de Portugal em 2 ou 3 anos, mesmo a tempo das próximas eleições. Junte-se a isso a revitalização da indústria nacional de camas, aumentos nas frequências dos cinemas (Há que encontrar substitutos económicos) e das multas contra a indecência pública, é a solução perfeito!
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Re: Depois do imposto sobre cheeseburger, venha um Ver comentário
Embora na declaração ponham muito mais! Ver comentário
Triste tentativa!
Esta do DO de armar em cómico...
Depois do triste comentário do "bestonário" sobre o fast-food, agora anda tudo à rasca por causa da pílula!

As mulheres que compravam a pílula a 5€, vão continuar a comprá-la a 10... E até vai dar uma ajuda no "consumo" que tem baixado significativamente nos últimos tempos...

Um conselho para o DO.
V. Ex.ª não tem queda nenhuma para o humor (nem que seja negro...), por isso, continue a falar do BE, que é a sua praia!
A politica é uma coisa sária
Mas há "bloquistas" que a levam a brincar,não é Daniel OLiveira?
Re: A politica é uma coisa sária Ver comentário
escrever na sarjeta Ver comentário
Escrever na sarjeta... Ver comentário
E este a dar-lhe Ver comentário
Re: E este a dar-lhe Ver comentário
Re: E este a dar-lhe Ver comentário
Re: E este a dar-lhe Ver comentário
Anthos a Anta Ver comentário
Re: Anthos a Anta Ver comentário
Re: Anthos a Anta Ver comentário
Re: Anthos a Anta Ver comentário
Re: Anthos a Anta Ver comentário
Re: Anthos a Anta Ver comentário
Re: A politica é uma coisa sária Ver comentário
Re: A politica é uma coisa sária Ver comentário
Equivocos..
Algumas pilulas anti-conceptivas não eram nem são gratuitas e noutros casos a embalagem de 21 comp é comparticipada e a de 63 por exemplo não é( Yasmin, Yasminelle) e não se percebe porquê. Acho mal que as deduções deixem de ser feitas e que o utente tenha de as pagar na totalidade. Nos Centros de Saude as pilulas eram cedidas gratuitamente de uma forma geral. O Planeamento Familiar tb se fazia e faz e a gravidez nos adolescentes não acontece por falta de informação ou apoio ,nem vai aumentar pq a pilula deixará de ser comparticipada.( o assunto não é assim tão linear mas um dia debruce-se sobre o assunto)..Não me pergunte se isso acontecia no governo PS ou PSD..pq o que interessa é o bem estar dos doentes e há muito que essa ideia de esquerda e direita nem sempre é o que parece ser( se quizer DO dou-lhe mtos exemplos )Quando afirma portanto que «A pílula e o preservativo são instrumentos da opressão socialista sobre o aparelho reprodutivo. » está a brincar concerteza..Tb se podia dizer: quem é contra o aborto NÃO é fascista nem de direita---é simplesmente a favor da vida!

O poder curativo das sextas-feiras
Parabéns pelo sentido de humor. Esta deu para rir :-)

Ao contrário do corte na comparticipação de medicamentos comprados fora dos centros de saúde, esta medida dá para rir, de tão estúpida, mas eles saem-se com estas sempre de cara séria.

Faria muito mais sentido que acabassem com o aborto gratuito do que com a comparticipação das pílulas. Estou mesmo a ver o pessoal à espera desde as 6h da manhã a ver se arranjam vaga para consulta de planeamento familiar, a fim de aviar pílulas.

Ridículo. O controlo de natalidade é um avanço civilizacional e, meus caros amigos conservadores, o sexo dos outros não vos diz respeito.
Re: O poder curativo das sextas-feiras Ver comentário
Depois do imposto sobre cheeseburger
"O PSD, que fez campanha contra a despenalização do aborto dizendo que o que era necessário era apostar na prevenção, acabou com a comparticipação da pílula. Uma excelente ideia para promover a gravidez adolescente e o aborto. Porque isto de pecar sem conceber é um luxo que o Estado não tem de pagar".
                                                                                                                                                                                                                                                                            Não sei onde está a admiração do autor, se é que a tem, pois é useiro e vezeiro tal comportamento nas gentes que compõem este governo. Quem foi que que disse que o povo não podia suportar mais sacrifícios e que os mesmos têm limites e que a solução era cortar nas gorduras do Estado e por isso chumbou o PEC4. Quem foi que mal se apanhou no governo fez tudo menos o que prometeu e por isso cortou o subsidio de Natal, mesmo depois de ter prometido a uma criança que nunca o faria, aumentou os transportes, o gás e a eletricidade e do lado do corte nas gorduras o que se viu até ao presente foi a abolição das gravatas, as viagens em económica que já eram gratuitas em executiva e o aumento de 7 para 11 administradores na CGD e ainda a admissão pela Presidente do Parlamento do motorista que era o taxista que a transportava, auferindo 1580 Euros/mês.Quem já esqueceu as declarações de Ferreira Leite que o casamento era para procriar e ainda as palavras de Cavaco quando nas Beiras perguntava o que era preciso fazer para nascerem mais crianças.
as pilulas e vacinas gratuitas nos Centros de Saúd Ver comentário
Falando de sexo, estamos ........ e mal pagos
Não há temas sagrados nem tão sérios que não se possam fazer pilhérias. Gabo o esforço, mas… não é para todos. DO deve ser um mau contador de anedotas. Mas tem mérito na tentativa.

Após a reprimir um esgar de hilaridade, “leio” a mensagem da facécia:

“E tudo porque não podemos perder todas essas coisas que o 25 de Abril nos deu, só por causa de termos de resolver a dívida externa" – cito Mário Soares, mentor e guru da irresponsabilidade nacional – já o ouvi declarar: “o dinheiro sempre aparece”

Sim, é verdade. Quando ele era 1º ministro era só pôr a impressora a trabalhar. Ficávamos todos mais pobres, tal como se alguém de uma só vez nos roubasse 20 ou 30% dos nossos ganhos e poupanças. Mas a demagogia escondia esse facto e, os sindicatos nem protestavam, pois essa situação permitia travar árduos combates em que conseguiam aumentos de 15%.

Se os tais especuladores gananciosos decidirem deixar de o ser, o governo não terá dinheiro para o SNS e restante funcionalismo público. E muitos dos comentadores, ficarão sem a reforma, definhando a dedilhar textos de ódio ao capitalismo.

A dívida foi feita por nós (pelos nossos eleitos) e só a nós cabe pagar. Mas os “danieis” do parasitismo, acham que outros têm essa obrigação.

Quando acusamos J. Jardim, estamos a ver-nos ao espelho.

PS. Futuramente (uma probabilidade) a emigração incluirá, alem dos sem emprego, os que recusam viver numa sociedade de cidadãos “dependentes”, num País de pedinchice institucionalizada
A típica demagogia
Deixar de ser gratuito na farmácia é diferente de deixar de ser gratuito em todo o lado... E para as que pessoas que vêm com tretas: "ai vou perder o dia todo no centro de saúde só para pedir a pílula" é possível pedir medicamentos por telefone e passar lá no dia seguinte para os levantar...
Criticar por criticar é "excelenteeeeeeee" mas não contribui nada para a evolução do país e da sociedade...
Re: A típica demagogia Ver comentário
Juventude: uma idade difícil

A meu aviso, a liberdade sexual dos jovens é demais.

Os jovens começam a ter as primeiras relações sexuais antes da idade de desenvolvimento.
Não lhes é dada educação sobre esta matéria de maneira nenhuma. Aliás, quem lhes diz o que é justo fazer ou não?
Por consequência os jovens é que tomam a decisão de copularem.
Após terem experimentado tudo, procuram variações ao assunto.

Contudo a castidade não faria pois mal? Esta prática, que não é nada coercitiva, ensina a dominar os instintos. E para as raparigas seria ainda uma vantagem já que podiam perder e fazer perder o tempo aos rapazes excitados, que querem apenas aquela coisinha. Porque conceder-se ao primeiro pedido?

Se infelizmente se passar uma gravidez como se sabe a seguir à fecundação do ovulo por meio do melhor espermatozoide, eis o drama.
A rapariga (e somente ela) encontra-se sozinha com o seu grande segredo e lhe cabe ficar de abortar ou de dar à luz uma criatura.

Agora desejo falar doutro assunto contido no artigo de hoje mesmo se brevemente abordado.

O Estado "está sempre vigilante à conduta dos cidadãos".

Estamos espiados sem parar com câmaras e com outros sistemas sofisticados.
Pessoalmente não tenho nada a esconder, todavia uma pergunta queria fazê-la ao Estado: "Porque inventastes a lei sobre a privacidade? Num dia de aborrecimento?"

                                                                      Anthos
Re: Juventude: uma idade difícil Ver comentário
Imposto sobre o ar
Muito mais simples e nem sequer estou a ser original, é colocar um contador de "inspira/expira" em cada um e cobrar pelo O2 e CO2. Querem poupar? Fiquem roxos...
Re: Imposto sobre o ar Ver comentário
Incoerências da" esquerda"
O cronista devia informar-se melhor antes de esrever os seus artigos num jornal que noutros tempos era de prestigio.
Claro que hoje DO está com muito humor mas não deixa de deixar a sua constante mensagem: os governantes do PSD são e serão sempre uns malvados: nem pensam que a suspensão de comparticipações da pilula vai aumentar o numero de abortos e da gravidez nas adolescentes. Dá mesmo vontade de rir tanta desinformação pq, qd foi para legislar o aborto, o BE nunca demonstrou quaisquer preocupação com estes problemas.Falta de memoria??
Re: Incoerências da Ver comentário
PUB
PUB
Expresso nas Redes
Pub