A proposta de alteração aos estatutos da Juventude Popular, que pedia o fim das eleições directas, recolheu 190 votos a favor dos 524 delegados que votaram, tendo-se registado 11 abstenções.
A votação desta proposta, cerca das 02:00, gerou alguma confusão na sala do Congresso, com a mesa a ter de proceder a uma contagem fila a fila e algumas repetições dos votos.
Nesta votação, o líder Paulo Portas não votou para condicionar os congressistas.
Telmo Correia, Manuel Queiró e Nuno Melo votaram pelo fim das directas.
Também Lobo Xavier e Pires Lima defenderam, nas suas intervenções ao Congresso, o fim deste método de eleição do presidente do partido.
Depois de ter votado pela continuação das directas, o Congresso rejeitou ainda outra proposta de alteração estatutária do Movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), que sugeria que as directas se realizassem após o Congresso, de onde sairia um candidato, uma moção e a sua equipa.
Nesta votação, Paulo Portas tomou posição e defendeu a manutenção dos actuais estatutos: realização de directas primeiro e Congresso depois, para eleger os órgãos nacionais.
A proposta do AR recolheu 79 votos favoráveis, enquanto 305 delegados preferiram a manutenção do actual sistema, registando-se 40 abstenções.
Já a proposta global de revisão estatutária - que resultou de um consenso entre a direcção e o movimento AR - foi aprovada por larga maioria tendo registado cinco votos contra e três abstenções.
Esta proposta, cuja discussão decorreu durante a tarde de sábado num auditório à margem do plenário do Congresso, prevê a eleição proporcional dos órgãos deliberativos dos órgãos do partido, a eleição em Congresso de até cinco vice-presidentes, a redução para metade da comissão política e executiva e a criação da comissão de organização, entre outras alterações.