25/05/2012 atualizado às 0:46
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Défice revisto em alta para 9,4%

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reportou a Bruxelas um défice orçamental de 9,4% em 2009, acima da anterior estimativa.

16:55 Segunda feira, 29 de março de 2010

O INE reviu a sua estimativa para o défice orçamental para 9,4% em 2009, na primeira notificação do ano no âmbito do procedimento dos défices excessivos para o Eurostat. 
 
As previsões incluídas no reporte do INE apontam para um défice de 9,4% e uma dívida pública bruta das administrações públicas de 76,8%. 
 
Dos 15.425,6 milhões de euros que decorrem das necessidades líquidas de financiamento, 14.584,5 milhões dizem respeito à administração central, mais 8.939 milhões de euros do que o registado em 2008 (números finais).
 
Quanto à dívida bruta das administrações públicas (consolidada) o valor terá aumentado de 110.376 milhões de euros (66,3%) em 2008 para 125.909 milhões de euros em 2009 (76,8%), sendo que os números relativos a 2009 são ainda provisórios. 
 
Face à última notificação, em setembro de 2009, o INE explica que foi revisto em alta em cerca de 248,5 milhões de euros a necessidade de financiamento das administrações públicas de 2008, correspondente a 0,15 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB). 

Défice de 2,8% em 2008


 
Assim, o défice orçamental estimado para 2008 já não é de 2,6%, como inicialmente, nem de 2,7%, valor para o qual tinha sido, entretanto, revistos. O valor final é agora de 2,8% do PIB. 
 
As estimativas relativas a 2010 são da responsabilidade do Ministério das Finanças. 
 
A Comissão Europeia abriu um procedimento de "défice excessivo" contra Portugal, uma situação em que se encontram mais de metade dos Estados-membros da União Europeia, que viram as suas contas públicas derrapar com a crise.  

Bruxelas fez uma série de recomendações, colocando Lisboa sob "vigilância orçamental" e avançou com um calendário para sair da situação de desequilíbrio das contas superior a 3% do PIB (défice excessivo), seguindo as regras que estão estipuladas no Pacto de Estabilidade e Crescimento da União Europeia. 

Quatro anos para corrigir défice


 
O período dado a Portugal para corrigir o "défice excessivo" foi de quatro anos, ou seja, até 2013. 
 
A estratégia para reduzir o desequilíbrio foi apresentada pelo Governo no Programa de Estabilidade e Crescimento, e aponta para uma redução do défice até aos 2,8% em 2013, o limite temporal para colocar o défice num patamar inferior a 3% da riqueza nacional. 

Todos os Estados-membros comunicam (reportam) à Comissão Europeia e ao Eurostat (Abril e Outubro) o estado das suas contas públicas (últimos números do ano anterior e previsão para o corrente ano). 
 
 
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Lusa
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Défice
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:57 | Segunda feira, 29 de março de 2010
O INE reviu em alta a sua estimativa em 9.4% para o défice em 2009 e uma dúvida pública bruta de 76.8%.
Más notícias, o que leva admitir, que estará para muito breve um novo orçamento rectificativo e porque não um novo PEC ainda mais a doer ?
Será possível que o défice atinja os 3% em 2013 ?
Estou como S. Tomé. Ver para crer !
Há economistas, que afirmam sem quaisquer dúvidas, de que em 2014, estaremos pior...
Será que o "Cabo das Tormentas", surgirá nessa altura no nosso caminho ?
Que falta nos faz o Dr. Manuel Pinho para ao menos animar a malta ao dizer-nos de que a crise já passou...
 
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    Re: Défice    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Segunda feira, 29 de março de 2010
    Re: Défice    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:16 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Défice    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Défice    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:21 | Terça feira, 30 de março de 2010
    Re: Défice    Ver comentário
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 22:05 | Terça feira, 30 de março de 2010
Quimera ressacada
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 20:51 | Segunda feira, 29 de março de 2010
Um país bem retratado
num défice descomunal
de quem tem desbaratado
a riqueza nacional.

Numa visão tão singular
sobre um país perdido
como na lenda popular
o futuro foi vendido.

Da liberdade hipotecada,
depois de tanto esbanjamento,
fica a quimera ressacada
por tamanho endividamento.
(ameijoafresca.blogspot.com)
 
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Economist em April 2009
Press (seguir utilizador), 1 ponto , 23:59 | Segunda feira, 29 de março de 2010
Este era o retrato dal "lousy economy" portuguesa analisada pelo Economist em Abril de 2009:

http://www.economist.com/...

Passado praticamente um ano, o que sucedeu a esta fotografia? Cada qual que avalie por si próprio, mas uma coisa é certa. os indicadores não mentem, embora a esperança nunca morra. Mas é triste, muito triste ver um país com quase mil anos de história a divergir cada vez mais do espaço económico onde se pretende integrar - Vide no gráfico a diferença em termos de PIB per capita em relação até à Grécia !

As energias renováveis, o choque tecnológico, a pseudo reforma da Administração Pública são importantes sem dúvida - e justiça seja feita ao eng. Sócrates nessas intenções - mas não chega. continua a ser muito pouco para tirar este nobre povo da letargia em que se encontra mergulhado...
 
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Living in Wonderland
Press (seguir utilizador), 1 ponto , 0:31 | Terça feira, 30 de março de 2010
Mas alguém de bom senso, acredita que o défice público estará nos 3% do PIB em 2013 ? O PIB continuará em crescimento real ZERO, num quadro de crise generelizada em que não será expectável que as exportações descolem e funcionem como motor do crescimento económico. Portugal está atrás da Grécia no que ao PIB per capita diz respeito e continua a divergir em relação ao crescimento médio da UE.
É claro que neste cenário poderemos contar com um OGE retificativo lá para o final do ano e provavelmente mais uma remake do actual PEC.
Os problemas estruturais da economia portuguesa não só se têm mantido nos últimos anos como têm tendência a agravar-se. Impõe-se um emagrecimento de choque na ordem dos 7% do peso da despesa pública corrente no PIB nos próximos 4 anos.
Alguém acredita que tal meta é execuível ?
Como é possível que Sócrates tenha vindo a terreiro desvalorizar o agravamento do défice para 9,4% em 2009 ?! Alice keeps still living in wonderland !
 
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