O ministro da Defesa Nacional justificou a extinção da Manutenção Militar e das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento com a procura de "uma solução mais ágil e mais moderna" e garantiu que da reestruturação "não decorrerá nenhum despedimento".
"É uma forma de organização que se inscreve na reforma da estrutura superior da Defesa Nacional e das Forças Armadas, que está em curso. No caso, trata-se de encontrar uma solução mais ágil e mais moderna para a satisfação das necessidades do Exército, no que diz respeito à alimentação e ao fardamento", disse Augusto Santos Silva, em declarações à agência Lusa.
Celeste Soeiro, do Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas (STEFFAS), adiantou na terça-feira que a decisão foi avançada pelo comandante da Logística do Exército, tenente-general Joaquim Formeiro Monteiro, durante uma reunião a 08 de fevereiro.
Plenário marcado
A sindicalista adiantou também que está marcado um plenário para hoje de manhã, em frente ao Ministério da Defesa, no Restelo, no sentido de marcar uma posição e para que se "garantam os postos de trabalho".
Questionado pela agência Lusa na terça-feira à noite, à margem de uma
cerimónia na Embaixada da França, em Lisboa, sobre se os trabalhadores daquelas duas unidades vão ser reintegrados noutros organismos ou se perdem os seus postos, Augustos Santos Silva garantiu: "Da restruturação que está em curso não decorrerá nenhum despedimento."
No entanto, segundo Celeste Soeiro, foi dito ao sindicato que os dois estabelecimentos iriam ser extintos e que ficaria apenas um número muito reduzido de trabalhadores num outro organismo, a ser criado, e que os restantes seriam colocados na bolsa da mobilidade, "o que, na administração pública, significa desemprego".