Lisboa, 23 nov (Lusa) - O primeiro-ministro defendeu hoje uma reforma das Forças Armadas que elimine "duplicações desnecessárias ou disfunções" e "uma estrutura de comando mais reduzida e eficiente", fomentando a "cooperação ativa com todos os órgãos do Estado".
Na abertura solene do ano letivo do Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM), Pedro Passos Coelho elencou "o caminho da reforma e modernização" que quer para a instituição militar, dizendo desejar "um amplo consenso", e advertiu que num "momento muito sério" da vida coletiva nacional, "em que tantos sacrifícios são pedidos aos portugueses, são também pedidos sacrifícios às Forças Armadas".
"Em tempos de acelerada mudança impõem-se reformas estruturantes no quadro do esforço coletivo nacional", afirmou, acrescentando que o país necessita de "Forças Armadas muito flexíveis" mas "capazes de responder a um leque alargado de missões, não só de natureza estritamente militar", mas também em "missões internacionais de caráter humanitário e manutenção da paz".