18 de junho de 2013 às 22:36
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David Cameron, a face da renovação

Aos 43 anos, David Cameron é o primeiro ministro mais jovem desde 1812 e também a face da renovação dos conservadores, até agora assombrados pela figura austera de Margaret Thatcher. Clique para aceder ao índice do dossiê Eleições em Inglaterra.
Lusa
Nos cincos anos em que ocupou a liderança do partido tem tentado aproximar os Tories do centro, com preocupações com o ambiente, a educação e o sistema de saúde nacional.
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Para a sua equipa recrutou mais mulheres e representantes das minorias e apresentou-se como um homem pragmático e acessível, com valores simples e próximo da família.

Todavia, não conseguiu apagar completamente o estereótipo do partido composto por meninos ricos, pois que ele próprio frequentou o Eton College, a escola de muitos primeiros ministros e membros da família real.

Assessor de John Mayer


O biógrafo e jornalista James Hanning considera-o mesmo, "sem dúvidas, a pessoa mais privilegiada a tornar-se primeiro ministro desde Alec Douglas-Home", um nobre que conduziu o governo há perto de meio século atrás.

Cameron nasceu numa família rica e, depois de Eton, frequentou a seleta universidade de Oxford, de onde passou imediatamente para o partido conservador.

Foi assessor de John Major e diretor de Assuntos Corporativos no grupo de média Carlton Communications, antes de ser eleito deputado em 2001.

Candidatura inesperada


A sua candidatura à liderança do partido quatro anos depois foi inesperada e não era o favorito contra David Davis. Todavia, o discurso confiante, sem recurso a notas escritas e suportado por uma imagem telegénica, conquistou os militantes.

Cameron, que gosta de ser tratado informalmente por "Dave", tratou de mudar o símbolo do partido e substituiu uma tocha por uma árvore estilizada.

Nos últimos anos pediu desculpa pela posição do partido na recusa em apoiar sanções ao regime do apartheid na África do Sul e também pelas leis repressivas contra a homossexualidade.

Postura dura na Europa


Mas também adotou uma postura dura na Europa, deixando o Partido Popular Europeu para formar um novo grupo político com partidos mais radicais da Europa de Leste.

No ano passado emocionou o país com a morte do filho Ivan, de seis anos, que sofria de paralisia cerebral e epilepsia, mas há cerca de um mês anunciou que os dois outros filhos terão um irmão em breve.

Nos debates mostrou-se um político inflamado e bem humorado, destacando-se do oponente Gordon Brown por estar mais à vontade.

Mas na memória de muitas pessoas continua uma gaffe, cometida em 2006, um ano depois de assumir a liderança do partido. Para mostrar a sua preocupação com o ambiente, David Cameron resolveu viajar de bicicleta da casa no bairro de Notting Hill para o Parlamento, episódio devidamente registado pelas câmaras de televisão. Todavia, foi imediatamente ridicularizado, ao descobrir-se que a segui-lo estava um carro com motorista que transportava os sapatos e pasta de trabalho.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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Clegg no nº 10 às 9h33
Clegg chegou a Downing Street 10 às 9h33 para formar a coligação com Cameron, os Lib Dem poderão ter até 20 membros no governo, será aprovado um orçamento restritivo até daqui a 50 dias, a imigração vai ser limitada, Clegg comprometeu-se a não defender a adesão ao euro durante toda a legislatura.
O que preocupa os britânicos é o possivel aumento das «taxas», mas qq governo teria de as aumentar devido ao estado calamitoso da economia britânica.
Londres acordou hoje com sol e com um tempo mais ameno contrastando com o frio húmido de ontem.
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