19 de abril de 2014 às 13:32
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Dar a volta: procurar emprego depois dos 50

Ter mais de 50 anos e estar desempregado não é fácil, mas não é o fim do mundo. Veja com atenção os conselhos de quem recruta mão-de-obra em Portugal.
Dar a volta: procurar emprego depois dos 50 D.R.

A Transitar, uma empresa  especializada  em  "outplacement"  e  processos  de  transição  de  carreira,  apresenta  algumas  dicas  para  conseguir  o  tão almejado emprego quando já se tem 50 anos:

- Relançar  a carreira: investir  na  área  na  qual  se  trabalhou  durante  a
maior  parte  da  vida  pode  ser  o  investimento  mais  seguro.  A  longa
experiência  e  conhecimento  prático  podem  levar  uma  empresa  a
optar por um candidato mais velho em detrimento de um mais jovem
e inexperiente. É boa ideia frequentar cursos de formação, acções de
reciclagem, e quaisquer iniciativas que possam actualizar e reforçar as
competências.

- Rever  e  actualizar o  currículo: Com  uma  carreira  longa,  importa
salientar no  seu currículo as experiências profissionais mais  relevantes,
com  maiores  probabilidades  de  contribuírem  para  que  seja  possível
obter um novo emprego. O currículo deve ser curto e conciso.

Apostar nas  novas  tecnologias: as  redes  sociais constituem  hoje  uma
forma ímpar de manter contacto com um grande número de pessoas
e entidades, o que pode abrir inúmeras portas a um novo emprego.
Para além disso, é  sempre importante estar actualizado com as mais
recentes inovações.

Criar o próprio emprego: Com a experiência e o conhecimento que
um candidato de 50 anos  tem, criar o  seu próprio posto de  trabalho
pode  ser uma  excelente  alternativa.  Já  conhece  o  mercado,  já
conhece o trabalho - do que está à espera?

- Voltar a estudar: Dizer que  "nunca é  tarde para aprender" pode  ser
um  cliché, mas  também  é  verdade.  Os  50  anos  são  uma  idade  tão
boa como outra qualquer para actualizar os conhecimentos, ou para
adquirir  formação noutra  área,  complementar ou radicalmente
diferente, que possa abrir mais portas.

Aproveitar o  momento  da  entrevista  de  emprego  para  mostrar  que,
com toda a experiência que possui, não só tem ainda muito para dar,
como  não  se  acomodou.  O  candidato  deve  exibir confiança  e
flexibilidade.

Sublinhar as  mais-valias  que  empregos  passados  possam trazer  às
funções a que  se candidata. A idade é menos importante do que a
experiência.

- Cuidar da  imagem.  O  candidato  não  deve  esconder  a  idade  que
tem,  no  entanto,  deve  assegurar-se de  que  a  sua  aparência  é  a
melhor.

Comentários 9 Comentar
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É um drama.
Fala-se de geração à rasca, enrascada , rasca.
De gente com um canudinho na mão que exige ser colocada porque já contribuiu para o peditório.
E os desactivados? A chamada classe de "velhos para trabalhar e novos para a reforma".
Muitos deles sem qualificação, com família para sustentar - onde se contam os ditos enrascados- e aflitos porque ninguém olha para eles, ninguém lhes quer dar uma oportunidade.
E os mais qualificados? Estão na mesma.
O meracdo de emprego considera que um indivíduo com mais de 50 anos é considerado demasiado velho para ser contratado. Uma empresa que o diga mostra que também ela é velha.
Os governos resolveram diminuir a idade da reforma enquanto que aumentava a esperança de vida e com isso criaram um desiquilibrio na segurança social que actualmente, de forma desesperada, tentam corrigir mas ao qual o mercado não reage.
Contratamos duas pessoas no ano passado com 51 e 53 anos respectivamente, nenhum deles licenciado, com formação do antigo 7º ano de liceu. Uma fez um ano de casa a outra para lá caminha e com contratro sem termo, depois de cumprido o período experimental. Substituiram dois jovens licenciados, um que aguentamos 4 meses e outro 5 meses e uma semana. Brilhantes notas, bons psicotécnicos, entrevistas cuidadas e bem vendidas.
Problemas: Não tinhamos professor de português para corrigir os erros ortográficos; ...
Eu trabalho por 15.000€ brutos !!! Ver comentário
Re: Eu trabalho por 15.000€ brutos !!! Ver comentário
Re: É um drama. Ver comentário
Part 2
Pouca disponibildade para aprender.
Cooperação e colaboração pareciam ser palavras arredias do seus diccionários.
Se pudessem baldar-se era na hora.
Foram avisados que quando fossem vistos como custo e não como investimento o caminho era para a rua.
No final de cada período, tendo emconta que estavam em período experimental de 180 dias foi indicada a porta a um.
O outro percebeu e mostrou algum empenho durante 2 semanas e depois seguiu o mesmo caminho.
Ambos mostraram-se estupefactos por não cumprirem os 6 meses.
Não sei se um salário bruto anual superior a 15000€ estava nas ambições da rapaziada mas devia ser excessivo.
Os novos recrutas, começaram com um salário mais baixo e após alteração contratual é-lhes pago esse valor sendo que em ambos os casos esteja indexado um prémio em função dos objectivos anuais, individuais e colectivos.
Claro que não podemos generalizar, antes considerar como opções válidas essas candidaturas.
No entanto o mercado continua a esquivar-se.
Mas não desistam.
O combóio vai passar, não tantas vezes como em outras ocasiões, mas vai passar.
É estar lá para o apanhar.

Na empresa onde trabalho na Alemanha, Ver comentário
Re: Na empresa onde trabalho na Alemanha, Ver comentário
Emprego depois dos sessenta Ver comentário
Re: Emprego depois dos sessenta Ver comentário
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