25/05/2012 atualizado às 0:46
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Danny Silva é o unico português nos Jogos Olímpicos de Inverno

O esquiador Danny Silva é o único português participante no Jogos Olímpicos de Inverno, que decorrerão de 12 a 28 de fevereiro em Vancouver, no Canadá. Silva vive na Finlândia e é o único esquiador não profissional.

14:00 Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico Português, vai marcar presença em Vancouver para apoiar Danny Silva
Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico Português, vai marcar presença em Vancouver para apoiar Danny Silva
José Sena Goulão/Lusa
O esquiador Danny Silva volta a ser o único representante, e primeiro repetente, português, nos Jogos Olímpicos de Inverno, cuja próxima edição decorre entre 12 e 28 de fevereiro, em Vancouver, no Canadá. 

Danny Silva, de 36 anos, garantiu a qualificação em agosto na prova de esqui de fundo, mínimos obtidos na Nova Zelândia, onde conseguiu 298,2 pontos, uma pontuação abaixo dos 300 que dão acesso aos Jogos Olímpicos de Inverno. 

Nascido nos Estados Unidos, filho de pais portugueses, de Mesão Frio e de São Martinho do Porto, Danny Silva veio para Portugal aos 14 anos, mas só muito mais tarde voltou à modalidade que praticou em criança. 

Danny Silva é o único esquiador não profissional nas Olimpíadas


Em 2006, o atleta marcou presença, pela primeira vez, nas olimpíadas, em Turim, Itália, quando também foi o único português a participar, tendo terminado na 94.ª posição a prova de 15 quilómetros de esqui de fundo. 

O esquiador, que garante ser o único não profissional a competir em Vancouver, encontra-se a residir na Finlândia, para onde se mudou porque estava desempregado e depois de ter surgido um convite daquele país nórdico.

A comitiva portuguesa em Vancouver resume-se ao esquiador, à treinadora, ao secretário-geral da Comissão Olímpica, Marques da Silva, e ao presidente do Comité Olímpico Português (COP), Vicente Moura.  

Os quatro representantes nacionais vão marcar presença na cerimónia de abertura e ficam apenas até ao dia da prova de Danny Silva, que se disputará nos primeiros dias de competição. 

Segunda vez que participa nos Jogos Olímpicos


Danny Silva será o primeiro português repetente nos Jogos Olímpicos de Inverno, competição na qual Portugal esteve presente em seis edições.

A primeira participação portuguesa nos Jogos de Inverno foi protagonizada por Duarte Espírito Santo, que competiu na prova de descida em Oslo1952, concluindo na 69.ª posição. 

Depois de um interregno de 36 anos, Portugal voltou a marcar presença na competição olímpica de Inverno com três equipas em provas de bobsleigh, formadas por António Reis, João Poupada, Jorge Magalhães, João Pires e Rogério Bernardes. 

Apesar de se ter qualificado por os Jogos de Albertville1992, Georges Mendes acabou por não participar devido a lesão, tendo assegurado presença em Lillehammer1994. 

Primeira participação de uma mulher portuguesa aconteceu em 1998


Na Noruega, Georges Mendes participou nas provas de descida, que conclui na 30.ª posição, foi 41.º classificado no slalom-gigante e não concluiu o super-gigante. 

Nos Jogos de Nagano1998, Portugal esteve representado por dois atletas, e contou pela primeira vez com uma participação feminina. Mafalda Queirós Pereira foi 21.ª no esqui acrobático, enquanto Fausto Marreiros terminou na 31.ª posição a prova de 5000 metros de patinagem.

Todos os representantes portugueses, à excepção de Duarte Espírito Santo, têm em comum o facto de serem "emigrantes": os do bobsleigh no Canadá, o velocista Georges Mendes em França, a acrobata Mafalda Queirós Pereira nascida no Brasil e Fausto Marreiros na Holanda.  

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
Palavras-chave  Desporto
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