O economista Daniel Bessa propôs hoje um benefício fiscal "agressivo" para as empresas com elevado crescimento, argumentando que a medida não custaria muito ao Estado e seria a "mais inovadora que, como povo, poderíamos introduzir hoje em Portugal".
Em causa, de acordo com o diretor-geral da Cotec, estaria um benefício fiscal para um conjunto de pouco mais de 600 empresas com crescimento mínimo anual de 20 por cento e um volume de negócios acima de 500 mil euros e mais de 10 colaboradores. Para estas empresas, Bessa sugere que seja aplicada "uma taxa de IRC na ordem dos 10 por cento", afirmou à Lusa, à margem da 1ª Conferência sobre crescimento empresarial e empresas de crescimento elevado em Portugal.
Este benefício, defendeu Daniel Bessa, teria várias vantagens, "apoiaria em cada momento quem cresce, e não seria permanente porque nenhuma empresa cresce a este ritmo eternamente, seria uma lição de política económica sem rosto, de política com 'P' grande, era a maior das inovações".
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