18 de abril de 2014 às 22:01
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Dacia Sandero: Simplicidade!

A segunda marca da Renault continua a impressionar. Um carro a diesel de cinco portas na fasquia dos € 15.000 e respeitando a norma mais severa das emissões de CO2.

Rui Cardoso
Primeiro chegou a carrinha (Logan MPV). Agora surge o automóvel (Sandero). O factor comum é uma relação qualidade-preço difícil de bater.No caso do Sandero temos um carro a diesel, razoavelmente grande e de cinco portas, praticamente pelo preço de um modelo mais pequeno (digamos um Fiat Panda ou um Hyundai i10).

Qual é o segredo? A utilização de tecnologias já mais que testadas, como o motor turbodiesel de 1500 cc. e a opção por soluções simples mas robustas, pensadas mais para o terceiro mundo que para a Europa. Mas que nesta mesma Europa começam a ser um sucesso junto de uma gama de público mais preocupada com a eficácia que com o luxo vão. E com a vantagem de respeitar as normas ambientais mais exigentes, situando-se abaixo da fasquia dos 121 g de CO2 por quilómetro (o que equivale, na prática, a consumos à roda dos 5 litros/100 km), a tal que, pela lei portuguesa, no caso de troca de usado por novo, concede a taxa de abate de veículos em fim de vida.

Esta segunda marca da Renault, herdeira das fábricas construídas na Roménia nos anos 1960, provoca as reacções mais inesperadas do público: quando se anda com um Logan desperta-se curiosidade e ouvem-se comentários saborosos, tais como "deve ser um dos tais carros chineses muito baratos que vêm para a Europa". Afinal não: é a mecânica mais que comprovada dos anteriores Renault Clio numa plataforma robusta,sem luxos inúteis, nem electrónicas que só complicam. Isso faz com que, por exemplo, os comandos dos vidros das portas dianteiros não estejam no encosto das portas mas na consola central, junto ao rádio. O barulho do pisca é uma irritação mas, para compensar, a buzina está no lugar ideal (alavanca dos piscas). Já o motor, acima dos 120 km/h, tem tendência para se fazer ouvir, competindo com algum ruído aerodinâmico.

Mas, se passearmos, por exemplo, pelo Pinhal de Leiria teremos uma agradável surpresa: o carro, sem ter as cotas de um jipe é um pouco mais alto que o costume e até está protegido por baixo, pelo que os caminhos de terra, mesmo com buracos e regueiras não lhe metem medo. Até porque a suspensão é robusta, sem penalizar o conforto. A mala é boa e o espaço interior, também. Adaptando a condução às informações do computador de bordo sobre o consumo médio ou instantâneo, até se podem fazer consumos interessantes que, não chegando aos cinco litros anunciados pela marca, também não passarão dos seis.

O 'design' do Sandero não será ultra-moderno mas, para a vida do dia-a-dia, nem sempre é preciso de andar de fato e gravata: uns jeans que durem muito podem ser suficientes... Por este preço dificilmente se pode exigir mais carro. E o que se leva já não é nada pouco.

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