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Temos Kurt Cobain, dois vídeos e um desfecho esquisito

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Pretexto: mostrar o primeiro trailer do documentário que faculta a biografia autorizada de Cobain. O que realmente vamos conceder: uma divagação sobre a geração grunge - e provar como os dons de Cobain inspiram cousas complicadas e sentimentais.

Ele era um tipo atormentado e por isso é que o talento dele nos comovia, ele foi arquétipo e nós quisemos ter o cabelo comprido e as All Star sujas dele, ele providenciou-nos canções insurretas para vivermos as descobertas e os desassossegos das nossas vidas adolescentes, ele compunha fenómenos com um mi menor e um sol maior (isto somos nós a fingir que percebemos de música e que sabemos como se toca a About a Girl) e nós que cobiçávamos ser como ele fomos comprar guitarras baratas com cordas de nylon gastas (e a Come As You Are era a primeira canção que todos aprendíamos), ele tinha a voz que sonhávamos quando fechávamos os olhos e cantávamos em silêncio para nós próprios, ele desistiu em abril de 94 e foi como família que se perdeu.

Ele que é Cobain, ele que moldou uma geração, ele que é a história trágica perfeita, ele que partia guitarras quando nós víamos concertos pelos nossos olhos e não pela câmara de um smartphone, ele que deu filme sombrio do Gus Van Sant (ide ver e rever "Last Days", que há um plano do Michael Pitt a fazer de Cobain dentro de uma janela e de uma bateria e nós ficamos 4m26s a ver a câmara a afastar-se e depois a fixar-se, a ouvir uma música danificada e orgulhosos de testemunhar como o Cobain inspira cousas assim frágeis e complexas), ele que fez isto e mais tem documentário novo em nome dele: "Kurt Cobain: Mountage of Heck".

Ali em cima há trailer do documentário (que traz a All Apologies e a Smells Like Teen Spirit em versões delicadas), aqui em baixo há os 4m26s do Gus Van Sant - para fechar de modo esquisito.