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Na sua 12ª edição, o festival de Algés reúne uma porção assinalável de grandes cabeças de cartaz, secundados por fortes promessas e certezas. Pearl Jam e Arctic Monkeys são apenas dois dos destaques

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

A
lém da concentração de grandes nomes do panorama internacional, o que mais impressiona no cartaz do NOS Alive é a presença no mesmo dia de vários artistas que facilmente podiam chamar a si o estatuto de cabeça de cartaz. É o que acontece logo no arranque do evento, na quinta-feira, com Arctic Monkeys e Nine Inch Nails; na sexta, com Queens of the Stone Age e The National, ou no dia 14, em que o palco principal receberá concertos de Pearl Jam e Jack White. Se a estes predicados juntarmos um palco secundário recheado de propostas apetecíveis (o Palco Sagres, por onde passarão Wolf Alice, Eels, Yo La Tengo ou Perfume Genius), um espaço dedicado à eletrónica (NOS Clubbing) e o EDP Fado Café, com espetáculos de António Zambujo e Jorge Palma, é fácil concluir que, à 12ª edição, o NOS Alive apresenta um dos cardápios mais fortes do seu historial.

A festa começa na quinta-feira, com o regresso dos Arctic Monkeys a Portugal. Possivelmente a banda de indie rock mais popular da sua geração, os ingleses voltam ao festival onde estiveram em 2014 para apresentar “Tranquility Base Hotel and Casino”, o disco que lançaram em maio e lhes valeu tantos elogios como críticas desgostosas. A avaliar por setlists recentes, contudo, Alex Turner e comparsas deverão equilibrar o alinhamento com bastantes canções de outros discos, nomeadamente do anterior e bem-sucedido “AM” (2013). Os Arctic Monkeys tocam às 00h05, depois dos Snow Patrol, campeões do pop-rock melódico para rádios, também com disco novo (às 22h20), e dos Nine Inch Nails. Ausentes de palcos portugueses desde 2009, ano em que tocaram em Paredes de Coura, os rapazes comandados por Trent Reznor, que acabam de lançar o seu nono álbum, tocam às 20h55, depois de uma lenda — Bryan Ferry, que há oito anos anos não passa por Portugal e subirá ao palco ainda com luz do dia, mais precisamente às 19h15. O português Miguel Araújo abre este Palco NOS lotado, às 18h. No Palco Sagres, o destaque vai para a argentina Juana Molina (17h40), os britânicos Wolf Alice (20h15), os seus conterrâneos Friendly Fires (21h40) e o londrino Sampha (1h35). A fechar o palco estarão os portugueses Blasted Mechanism (3h). Os portugueses D’Alva (20h15), PAUS + Holly Hood (23h) e Orelha Negra (1h45) abrilhantarão o Palco NOS Clubbing, antes da chegada da muito badalada Sophie, às 3h10. No EDP Fado Café, António Zambujo atua às 20h15 e 21h55 e no Coreto by Arruada há várias battles entre DJ Glue, Here’s Johnny, SP Deville, Fumaxa e Dead End.

Na sexta-feira, Algés recebe o regresso dos Queens of the Stone Age, cujo último concerto em Portugal data de há quatro anos; a banda de Josh Homme, que no ano passado lançou “Villains”, toca no Palco NOS às 23h05, depois dos compatriotas The National (às 21h20), que ainda no final do ano passado estiveram no Coliseu de Lisboa, e dos californianos Black Rebel Motorcycle Club, que não vêm a Portugal desde 2013 (às 18h25). Os islandeses Kaleo abrem o palco, às 17h, e os irlandeses Two Door Cinema Club fecham-no, à 1h30. No Palco Sagres, há mais um alinhamento generoso: Japandroids às 17h50, Eels às 19h, Yo La Tengo às 20h25, Portugal. The Man às 22h, Rag ‘N’ Bone Man às 23h30, Future Islands à 1h e Chvrches às 2h45. No NOS Clubbing, atenção a Branko, à 1h20, e no palco Coreto by Arruada o dia às senhoras pertence: Beatriz Pessoa, às 20h, Bernardo (Sónia Bernardo; é uma garota) às 21h25, Minta & the Brook Trout às 23h e Surma às 00h30.

O NOS Alive chega ao fim no dia 14, com uma das bandas mais amadas pelo público português. Garantia de casa cheia, os Pearl Jam, cuja última atuação no nosso país aconteceu neste mesmo festival, há oito anos, tocam no Palco NOS, às 23h15, devendo apresentar uma boa seleção de temas da sua já longa carreira. A banda de Eddie Vedder é, contudo, conhecida por ‘arejar’ as suas setlists ao longo da mesma digressão, pelo que poderão surgir algumas surpresas. Depois dos Pearl Jam chegam os MGMT (1h45) e antes Jack White; o estratego dos White Stripes, Raconteurs e Dead Weather volta a Algés, onde tocou com Meg White na primeira edição do festival, em 2007, para apresentar o novo disco a solo e revisitar os pontos altos do seu percurso. É às 21h05, depois dos escoceses Franz Ferdinand, cujo último disco, “Always Ascending”, passou algo despercebido, mas que em palco sabem fazer a festa (19h35). Neste último dia, o maior palco do festival tem ainda espaço para albergar as velhas glórias do grunge, Alice in Chains, às 18h10, e os Last Internationale, às 17h. No Palco Sagres, os norte-americanos Real Estate tocam às 19h05, seguidos pelos Clap Your Hands Say Yeah, às 20h35, e pela brasileira radicada em Portugal, Mallu Magalhães, às 22h15. Os texanos At the Drive-In (1h15) e Mike Hadreas, mais conhecido como Perfume Genius (3h), apagam a luz. No NOS Clubbing, destacam-se no dia 14 as atuações dos portugueses Throes + The Shine (20h20), The Gift (1h) e Xinobi (2h30), e no palco EDP Fado Café há dois concertos de Jorge Palma: às 20h35 e 22h35, depois de dose dupla da guitarrista Marta Pereira da Costa (às 17h30 e às 19h10). No Coreto by Arruada, a música fica a cargo de Primeira Dama (17h25), Mighty Sands (18h35), Cachupa Psicadélica (20h05), Lotus Fever (21h35) e 800 Gondomar (23h15).

Do primeiro ao último dia, o NOS Alive proporciona ainda sessões de stand up comedy, no Palco Comédia — Rui Sinel de Cordes encabeça o cartaz de quinta, às 23h20; Simon Day (22h35) e Kalashnikov (00h50) o de sexta, e no dia 14 apresentam-se Ana Garcia Martins (19h10) ou Cebola Mol (1h15).