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Música

Steve Lehman abre e Dave Douglas fecha o Jazz em Agosto 2017

Steve Lehman & Sélébéyone

Willie Davis

O festival da Gulbenkian vai oferecer 14 concertos entre 28 de julho e 6 de agosto. Uma 34.ª edição sem pausas para respirar

O Jazz em Agosto 2017 vai abrir dia 28 de julho com o saxofonista Steve Lehman num projeto de interseção entre jazz e hip-hop e encerrar dia 6 de agosto com o cruzamento entre jazz e eletrónica protagonizado por outro americano, o trompetista Dave Douglas. Num ano com 14 concertos, a 34.ª edição do festival da Gulbenkian não fará qualquer pausa a meio da semana e tem quatro dias com dois eventos (29 e 30 de julho, 4 e 5 de agosto).

Este ano regressam os concertos no Auditório 2 e desaparecem os agendamentos para a Sala Polivalente, os filmes documentais e as conversas com convidados ou lançamentos de livros. Teremos só música ao vivo e esta começa numa sexta-feira, no Anfiteatro ao Ar Livre (AAL), com Steve Lehman e os rappers HPrizm (dos Antipop Consortium) e o senagalês Gaston Bandimic, tal como se pode ouvir no álbum “Steve Lehman & Sélébéyone” do ano passado. No sábado seguinte, às 18h30, Lehman toca a solo no Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna. À noite (AAL), mais três americanos: Sun of Goldfinger, com o guitarrista David Torn, o saxofonista Tim Berne e o baterista Ches Smith (estes dois responsáveis por um excelente concerto no ano passado). Na tarde de dia 30, no Auditório 2, teremos uma performance do guitarrista Julien Desprez chamada “Acapulco Redux”, com espaço cénico e coreografia de Gregory Edelein e iluminação de Cécile Guigny. À noite, no anfiteatro ao ar livre, toca a Coax Orchestra sob a direção do compositor e baterista Yann Joussein.

Dia 31 (AAL), Peter Brötzmann & Heather Leigh partem do universo de “Ears Are Filled with Wonder” sabe-se lá para onde. Um dos pontos altos da programação. Dia 1 de agosto (AAL), a trompetista Susana Santos Silva mostra o trabalho “Life and Other Transient Storms”, que editou no ano passado pela Clean Feed e no qual é acompanhada pelo seu quinteto escandinavo (Lotte Anker, Sten Sandell, Torbjörn Zetterberg e Jon Fält). A 2 (AAL) é proposta uma noite de improvisação livre com o Sudo Quartet (Carlos Zíngaro, Joëlle Léandre, Sebi Tramontana e Paul Lovens) e a 3 (AAL) toca o quarteto Starlite Motel (Kristoffer Berre Alberts, Ingebrigt Håker Flaten, Gard Nilssen e Jamie Saft) que tem o álbum “Awosting Falls” saído em 2016 na Clean Feed.

Dia 4 voltamos à oferta de dois concertos, primeiro (A2) com um solo do contrabaixista franco-alemão Pascal Niggenkemper (também com bastante obra na editora portuguesa Clean Feed). À noite (AAL), Niggenkemper volta a tocar, mas integrado nos The Fictive Five, o grupo dirigido por Larry Ochs (e que inclui Ken Filiano, Nate Wooley e Harris Eisenstadt) cuja música busca inspiração nas obras de William Kentridge, Wim Wenders e Kelly Reichardt. No sábado, dia 5, tocam no Museu os EITR, ou seja, Pedro Sousa (saxofone) e Pedro Lopes (gira-discos, ambos também em eletrónicas), e que apenas editaram o disco ao vivo “Trees Have Cancer Too” em 2013. Segue-se (AAL) o grupo Human Feel, composto por Andrew D'Angelo, Chris Speed, Jim Black e Kurt Rosenwinkel. Dia 6 há apenas um concerto, o de encerramento (AAL), com o projeto High Risk: Dave Douglas, Jonathan Maron, Mark Guiliana e Shigeto, cuja música se pode ouvir, por exemplo, no CD “Dark Territory” saído no ano passado na Greanleaf.