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Saia de casa e visite um Monumento. É o dia deles e tem 610 à sua espera

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Este sábado, os portugueses têm ao seu dispor 610 atividades culturais em 166 concelhos. É o Dia dos Monumentos e Sítios com centenas de propostas em todo o continente e arquipélagos dos Açores e Madeira. Algumas são gratuitas mas atenção ao relógio que os trabalhadores dos monumentos e sítios arqueológicos fazem greve às horas extraordinárias.

Tomar vai ser 'invadida' por cerca de uma dezena de cavaleiros templários. Vão pernoitar no castelo, e mostrar a todos os que os forem visitar como era uma verdadeira "atmosfera guerreira medieval", como se fazia a "manutenção das armas, preparação de cota de malha, confeção de refeições, costura, fabrico de archotes, guarda do local e treino para a guerra, esgrima, arco longo, lança, são algumas das atividades em que o visitante pode participar".

Nos dois dias de acampamento, organizados pelo Convento de Cristo, o público poderá participar em oficinas de história, arco longo, esgrima histórica, dramatização de personagens, degustação e em diversas animações para os mais jovens. 

Esta é uma das 610 atividades culturais que vão acontecer em todo o continente e ilhas para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que vai ao encontro dos objetivos  estabelecidos pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítioa, de "sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço envolvido na sua proteção e valorização".

A par das celebração deste dia, os trabalhadores dos monumentos e sítios arqueológicos fazem greve às horas extraordinárias no âmbito de um pré-aviso lançado pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS). De acordo com o comunicado divulgado na sexta-feira pela Federação, a greve foi marcada para hoje, Dia dos Monumentos e Sítios, e para 16 e 18 de maio, Noite e Dia dos Museus.

A FNSTFPS diz que "nestes dias, o Governo/Secretaria de Estado da Cultura têm vindo a usar os trabalhadores para brilharem perante a comunicação social e o público que podem visitá-los [museus e monumentos], de forma gratuita, fora dos horários normais, nomeadamente, noite dentro".

"A maioria dos trabalhadores chega a fazer 18 horas seguidas de trabalho, numa clara violação de todos os normativos legais, relativos à duração diária de trabalho, à laboração contínua e ao trabalho extraordinário. São igualmente chamados ao trabalho os desempregados que estão ao serviço com contrato de emprego de inserção, sem pejo nenhum quanto à exagerada carga horária a que os sujeitam nestes dias", acrescenta a Federação.