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Morreu o galerista Luís Serpa

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Com a atividade da sua galeria (Cómicos/Luís Serpa Projectos), Luís Serpa tornou-se desde os anos 80 uma das figuras mais influentes da arte portuguesa contemporânea.

Expresso com Lusa

O galerista Luís Serpa, 65 anos, cuja galeria em nome próprio celebrou 30 anos de atividade no ano passado, faleceu esta quinta-feira em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da Associação Portuguesa de Galerias de Arte. Encontrava-se internado no Hospital de São José. 

Luís Serpa teve um papel determinante como agente cultural na mudança de perspectiva das artes visuais em Portugal. "Depois do Modernismo" (1983), exposição de referência do início da década de oitenta, é um dos marcos dessa mudança.

A partir de então, o papel que desempenhou na Galeria Cómicos (hoje Galeria Luís Serpa Projectos) contribuiu de modo significativo para a viragem da arte contemporânea em Portugal. A afirmação internacional de alguns artistas portugueses importantes foi também, em grande parte, resultado do seu trabalho.

Através de "O Museu Temporário", um projecto de engenharia cultural, Luís Serpa assumiu-se como um gestor de projetos culturais (programador), exercendo as funções de curadoria, relações públicas e planeamento estratégico para instituições e empresas em programas de arte contemporânea, "corporate identity" e indústrias criativas.

O corpo de Luís Serpa ficará em câmara ardente a partir das 17h00 desta sexta-feira, na Igreja de São João de Deus, na Praça de Londres, em Lisboa. De acordo com fonte da Galeria Luís Serpa, o funeral está marcado para sábado, com uma missa à 11h00 e cremação no Cemitério do Alto de São João.