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Imbróglio de Pinamonti resolvido

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Carlos Vargas assume o cargo de diretor-geral da OPART, que gere o Teatro de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado. Pinamonti fica como consultor artístico. 

O gestor Carlos Vargas é diretor-geral do Organismo de Produção Artística (OPART) que tutela o Teatro Nacional de S. Carlos, a respetiva Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Companhia Nacional de Bailado, disse fonte oficial à Lusa.

Carlos Vargas, de 48 anos, que ocupa o cargo recém-criado desde o passado dia 16, já pertenceu ao conselho de administração do OPART e foi administrador do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, até ao ano passado.

"Confirma-se a contratação de um diretor-geral pelo regime de comissão de serviço, previsto no código do trabalho", afirmou fonte do conselho de administração, que adiantou o nome de Carlos Vargas para este cargo.

"A este respeito, mais se informa que as funções relativas a cargos de direção podem ser exercidas em regime de comissão de serviço, tratando-se de funções cuja natureza pressupõe e envolve uma relação de especial confiança com o empregador", esclareceu aquela fonte.

De acordo com a mesma fonte, segundo os estatutos do OPART, "é da competência do conselho de administração decidir sobre a admissão e gestão do pessoal e designar o pessoal para cargos de direção e chefia".

Como consultor artístico vai ficar Paolo Pinamonti, sobre quem tem recaído a polémica de incompatibilidade deste cargo com o de diretor artístico do Teatro de La Zarzuela, em Madrid. Os desentendimentos entre a legislação portuguesa e a espanhola já foram resolvidos e o musicólogo italiano poderá continuar a programar o único teatro de ópera português.