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Há Rembradt falsos no museu de Águeda

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A Fundação Dionísio Pinheiro acreditava que tinha uma coleção de gravuras do mestre da pintura holandesa em seu poder. Eram 282 peças. Mas enganou-se. Analisadas por especialistas, duas dezenas de obras desse conjunto ditam a falsidade das mesmas.

Pertença da Fundação Dionísio Pinheiro, em Águeda, 20 gravuras atribuídas a Rembrandt (1606-1669) foram analisadas e avaliadas pelos especialistas do laboratório José de Figueiredo, a pedido da Direção-Geral do Património Cultural (DGCP). Os técnicos chegaram à conclusão de que as obras em causa não tinham, de facto, a assinatura do pintor holandês.

Foi no ano passado, quando 14 dessas gravuras estiveram expostas no museu da fundação, que se colocou em causa a veracidade da autoria das mesmas. Para que não houvesse dúvidas, a Secretaria de Estado da Cultura decidiu mandá-las analisar pela DGPC. Nessa altura, duas dezenas de gravuras, retiradas de um total de 282, que constituem a coleção de Águeda, foram passadas a pente fino pelos técnicos do laboratório José de Figueiredo.

Em resposta à TSF, que avança esta quinta-feira com a notícia, a DGPC afirma que "após o processo de análise verificou-se que não se tratavam de originais".

Mas o museu da Fundação Dionísio Pinheiro contínua a querer que todas as gravuras sejam analisadas. Só depois, disse à mesma rádio, comentará os resultados da avaliação do laboratório de José de Figueiredo.

Já quem não tem quaisquer dúvidas quanto à falsidade destes Rembrandt é o historiador de arte Pedro Dias,  que há mais de 20 anos colaborou com o museu de Águeda: "De caras não eram gravuras originais. Eu vi-as e, na altura, não tive grandes dúvidas".