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Empresa gestora do Teatro São Carlos debaixo de fogo

A decisão de Pinamonti foi terça-feira aceite pelo secretário de Estado da Cultura, que agora quer explicações da Opart

Nuno Botelho

É um ultimato: ou o conselho de administração da Opart se demite dentro de uma hora ou Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, o demite. Em causa está o processo contratual do conselheiro artístico do Teatro São Carlos, Paolo Pinamonti, que se demitiu esta terça-feira.

O conselho de administração da Opart, entidade que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, está debaixo de fogo cerrado. Em causa está a demissão de Paolo Pinamonti do cargo de conselheiro artístico do teatro de ópera português, depois de ter sido admitido a 5 de novembro deste ano.

"Ou se demite ou é demitido", afirma ao Expresso fonte próxima daquele conselho de administração.

O processo contratual de Paolo Pinamonti começou mal, pois o musicólogo foi admitido ao serviço a 1 de janeiro de 2014, quando ainda tinha uma dívida de mais de 14 mil euros à Segurança Social. Continuou tordo, pois em abril foi pago a título de honorários e em troca de um recibo verde.

Quando tudo parecia vir a terminar bem, depois da situação ilícita estar resolvida em outubro, e a Opart ter finalmente contratado o também diretor do Teatro de La Zarzuela, em Madrid, a lei espanhola obriga Paolo Pinamonti a pedir a demissão, alegando que o contrato português é incompatível com o espanhol.

A decisão de Pinamonti foi ontem aceite pelo secretário de Estado da Cultura, que agora quer explicações da Opart.