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E agora como é, que já não o temos? "É como se a Terra perdesse a camada de ozono"

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FOTO ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

Nascido a 11 de dezembro de 1908, no Porto, era o mais velho realizador do mundo em atividade. Morreu esta quinta-feira.

A presidente da Associação Portuguesa de Realizadores, Margarida Gil, considerou que o cinema de Manoel de Oliveira tornará eterno o cineasta que faleceu esta quinta-feira, aos 106 anos.

 

Para a Margarida Gil, Manoel de Oliveira é uma das grandes figuras do pensamento português, por ter refletido "como poucos" sobre a condição humana.

 

"Destaco a sua importância no século XX e XXI. Uma pessoa que carregou toda a memória do século XIX e XX e que refletiu sempre, através do seu cinema, sobre a humanidade e Portugal dentro da história da humanidade. É para mim talvez a grande figura do pensamento português. Pouca a gente refletiu tanto sobre a condição humana como Manoel de Oliveira", afirmou à agência Lusa a realizadora.

 

Margarida Gil considerou que a morte de Manoel de Oliveira traz um sentimento de desproteção, "como se a Terra perdesse a camada de ozono". "[A sua morte] é previsível, mas ninguém acredita. Como se fosse uma hipótese de eternidade que desaparecesse. Era eterno. O seu cinema fá-lo-á eterno", acrescentou a presidente da Associação de Realizadores.

 

O realizador português Manoel de Oliveira morreu esta quinta-feira aos 106 anos. Nascido a 11 de dezembro de 1908, no Porto, era o mais velho realizador do mundo em atividade.

 

O último filme do cineasta foi a curta-metragem "O velho do Restelo", "uma reflexão sobre a Humanidade", estreada em dezembro passado, por ocasião do 106º aniversário.