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"Chineseness" em debate na Faculdade de Belas Artes

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Goddess: exemplo da capacidade interventiva e provocatória da arte contemporânea chinesa (obra de Wang Quingsong)

FOTO Wang Quingsong

O discurso e a prática da arte contemporânea chinesa estão em foco no simpósio internacional que decorre até quarta-feira na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

Começaram esta tarde, em Lisboa, os trabalhos do simpósio internacional "Chineseness", que vai analisar e discutir o discurso e a prática da arte contemporânea chinesa. Organizado conjuntamente pelo Instituto de História Global de Arte da universidade alemã de Heidelberg e o Centro de Investigação e de Estudos em Belas Artes, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, com o contributo do Observatório da China, organismo com sede na capital portuguesa, reunirá, até a próxima quarta-feira, na Faculdade de Belas Artes, especialistas internacionais nesta área vindos de vários centros de investigação.

Investigadores de Universidades de Birmingham, da Califórnia, da Colónia, de Berlim, de Aix, de Nottingham, de Lyon, de Estocolmo, de Londres, de Toronto e de Liverpool vão abordar temáticas do "discurso direto e indireto" da arte atual chinesa, um período ridente do seu desenvolvimento e explosão criativa, nomeadamente sobre o mercado de arte, as práticas de curadoria e os processos criativos. A expectativa recai em assuntos candente para a troca de experiências e de saberes como "as exposições globais e a vanguarda", "Plataformas marginais e marginalizadas: Festivais de arte performativa na China", "Destinos da Arte contemporânea chinesa", e olhares sobre a arte atual em Taiwan, o sentido de humor na arte chinesa dos nossos dias ou o papel das mulheres na criação artística. Os exemplos e o estudo destes temas incidirá ainda na apresentação do discurso operático de vários artistas de renome internacional.

Na quarta-feira, a partir das 11h30, José Guimarães e Susan Pui San Lok, oriunda de Hong Kong e a residir no Reino Unido, procederão a apresentações artísticas de cerca de meia hora, a que se seguirá uma mesa-redonda orientada por Paul Gladston, da Universidade de Nottingham, que no dia anterior, às 9h, expusera um interessante confronto que se vive intestinamente na atualidade, sobre os equilíbrios de visibilidade e de liberdade expositiva no interior do território chinês em diversas montras de arte no estrangeiro, "Algures e Nenhures entre Modernidade e Tradição: Para uma Crítica das Perspetivas Internacional e Interna do Significado da Arte Contemporânea Chinesa".

As intervenções e consequentes debates têm lugar das 9h às 12h30 e das 14h às 17h, esta terça-feira e quarta-feira.