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Exposição e livro homenageiam Paulo Cunha e Silva no Porto

rui duarte silva

Antigo vereador, que deixou uma marca indelével na cultura da cidade, morreu em 2015. Os trabalhos dos seis finalistas do prémio internacional de arte contemporânea que leva o seu nome e o lançamento do livro "751 Dias - O Tempo não Consome a Eternidade", de Helena Teixeira da Silva, recordam o seu legado este sábado

Setecentos e cinquenta e um dias, pouco mais de dois anos, pode parecer um tempo demasiado curto para deixar uma marca duradoura numa cidade. Mas a influência do médico, crítico de arte e curador Paulo Cunha e Silva na cultura do Porto vai muito além do mandato em que teve a pasta na autarquia local e foi braço direito do presidente Rui Moreira. É um legado que está bem presente na exposição final do Prémio de Arte Paulo Cunha e Silva, que, a partir deste sábado, reúne na Galeria Municipal do Porto os trabalhos dos seis finalistas do galardão internacional de arte contemporânea criado em 2015 em homenagem póstuma ao antigo vereador. No mesmo dia é apresentado na Biblioteca Municipal Almeida Garrett o livro "751 Dias – O Tempo não Consome a Eternidade", da jornalista Helena Teixeira da Silva.

Christine Sun Kim (EUA), Jonathas de Andrade (Brasil), June Crespo (Spain), Mariana Caló e Francisco Queimadela (Portugal), Naufus Ramírez Figueroa (Guatemala) e Olga Balema (Ucrânia) são os seis candidatos ao prémio de 25 mil euros, destinado a artistas com menos de 40 anos de idade e que não tenham tido mais do que uma exposição individual num espaço de “reputação internacional”. O vencedor será anunciado no dia 2 de julho, estando a decisão a cargo do júri formado pelos curadores João Laia e Vicente Todolí, a coreógrafa Meg Stuart e o artista Julião Sarmento.

A exposição final tem a curadoria de Guilherme Blanc e João Laia e pode ser visita na Galeria Municipal do Porto entre até 19 de agosto. A anteceder a inauguração, uma hora antes, é apresentado o livro "751 Dias - O Tempo não Consome a Eternidade" (o título remete para a duração do seu mandato), que a autora define como "uma história de amor entre um homem e a sua cidade" e um livro sobre uma personalidade que "ressuscitou o Porto e o colocou no eixo do Futuro, que lhe devolveu a autoestima e não deixou ninguém de fora".